Microsoft e Fapesp investem R$ 1,6 milhão em projetos de pesquisa em TI
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 10 de abril de 2007 às 14h13
São Paulo - Interessados em participar da primeira chamada, aberta nesta terça-feira (10/04) têm até 11 de junho para apresentar suas propostas.
A Microsoft e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) inauguram nesta terça-feira (10/04) o Instituto Microsoft Research - Fapesp de Pesquisas em TI, voltado a financiar pesquisas em tecnologia e comunicações no Estado de São Paulo.
Ao todo, as instituições planejam um investimento inicial de 800 mil dólares (1,6 milhão de reais), sendo que nesta terça-feira foi aberta a primeira chamada para seleção de projetos, aos quais já estão reservados 1 milhão de reais. Os investimentos são feitos em partes iguais pela Microsoft e pela Fapesp.
Os interessados em participar da chamada têm até 11 de junho para apresentar suas pesquisas. Segundo Carlos Henrique de Brito Cruz, diretor científico da Fapesp, a expectativa é que sejam apresentados cerca de 30 projetos neste primeiro edital. Na chamada, está descrito que o objetivo é selecionar cinco propostas com valor individual entre 50 mil e 150 mil dólares.
Os projetos devem ser associados aos temas selecionados pelo instituto, entre eles uso de plataformas móveis para prestar serviços de saúde à população de baixa renda; aumento da conectividade por meio de redes sem fio em áreas sem infra-estrutura; interfaces para iletrados ou iniciantes em computação; e aplicações para acesso a serviços de saúde, educação e comércio.
De acordo com os responsáveis pela iniciativa, a propriedade intelectual dos projetos será inteiramente reservada às instituições de ensino e pesquisa, mas é papel do instituto garantir que os resultados sejam divulgados à comunidade científica internacional, fomentando a colaboração.
Segundo Henrique Malvar, diretor geral do Microsoft Research (braço de pesquisas da multinacional, sediado em Redmond, Estados Unidos), a companhia possui diversas alianças com instituições de ensino em todo mundo e as pesquisas realizadas no universo acadêmico contribuem para o aprimoramento e para a inclusão de produtos ao portfólio.
Um exemplo de produto inteiramente desenvolvido no mundo acadêmico, em parceria com a Universidade de Washington, é o Photosynth, software que permite transformar as fotos dos usuários em álbuns 3D, segundo Malvar. “Temos diversas parcerias em todo mundo, mas esta é a primeira da América Latina”, ressalta o executivo da Microsoft.
Para o diretor científico da Fapesp, a aliança com o mundo acadêmico abre portas para a inovação nas companhias. “A interação com a pesquisa acadêmica não resultar em produtos que a empresa vai vender na semana que vêm. Para isto eles têm um time interno de desenvolvimento. Mas o que esta empresa vai ser em 10 anos é diretamente influenciado pela sua relação com a comunidade acadêmica”, define Brito.
Mais informações podem ser obtidas nos sites da Fapesp e da Microsoft.
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