Harvard utiliza tecnologia médica para recriar constelações em 3D
Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 27 de março de 2007 às 18h34
Atualizada em 27 de março de 2007 às 18h37
São Paulo - Grupo AstroMed alia médicos e astrônomos, que usarão tecnologias de combate a tumores para estudar nuvens de gás na Via Láctea.
Além de mapear e indicar possíveis problemas com estruturas do corpo humano, tecnologias de recriação em 3D usadas na medicina ajudarão astrônomos a entender melhor a formação de constelações.
O centro de Initiative for Innovative Computing (IIC) da Universidade de Harvard anunciou a parceria entre equipes de astrônomos e médicos para utilizar tecnologias de estruturação gráfica de dados para estudar o espaço sideral.
O anúncio, que culminou no projeto AstroMed, afirma que ambos os campos confiam na visualização gráfica e análise de grandes conjuntos de dados coletados empiricamente para resolver problemas científicos.
>Veja a recriação de uma constelação pelo sistema
"Astrônomos pode procurar por material estelar enterrado em matéria interestelar enquanto doutores procuram por tumores escondidos dentro de um cérebro, mas os passos para as investigações são extraordinariamente similares", afirma o comunicado.
O primeiro estudo do AstroMed será focado na maneira como nuvens de gás na Via Láctea estão formando novas estrelas.
Para tanto, o grupo vem analisando vastos dados de um estudo sobre regiões de formação de estrelas, coletados por meio de medições que usam ondas de rádio e sinal infravermelho.
Programas em código aberto, como 3D Slicer and OsiriX, permitem que os astrônomos rotacionem e selecionem partes da estrutura para calcular melhor a velocidade das nuvens de gás pelo espaço.
A adaptação de tecnologias médicas substitui grandes servidores até mesmo por notebooks, que podem processar os milhões de dados necessários para a recriação da constelação em ambiente 3D.
O grupo já começa a dar resultados, com estudos sobre a constelação de Perseus revelando grandes bolsas de gás e matéria sendo expelida por estrelas recém-descobertas antes desconhecidas.
No sentido contrário, o grupo espera que o desenvolvimento da tecnologia pelas mãos dos astrônomos apresente melhorias que poderão ser empregadas em exames médicos, principalmente na identificação de possíveis tumores no paciente.
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