Pentágono testa tecnologia de asas variáveis em supersônico não-tripulado
Por Peter Moon especial para o IDG Now!
Publicada em 16 de março de 2007 às 07h00
Atualizada em 29 de abril de 2007 às 14h20
São Paulo - A Asa Voadora Oblíqua é o primeiro supersônico não-tripulado com asas de geometria variável que varrerá os céus do planeta.
Ingredientes: pegue um jato supersônico de última geração, demita o piloto e ponha um robô no seu lugar. A seguir arranque a cauda e o leme, e jogue tudo fora. Não esqueça de desaparafusar as asas do corpo da fuselagem. Complete o querosene do tanque e programe o avião para decolar. Aí é só ficar olhando ele alçar vôo e ficar balançando as asinhas de um lado para outro. Se você acha que este repórter que vos escreve está com graça ou então andou bebendo algo que não devia, está enganado.
Mas que os engenheiros da gigante aerospacial Northrop Grumman, responsáveis por este avião não-tripulado, devem ter um parafuso a menos, lá isso devem. Não só eles como também os militares de alta patente da DARPA, a agência de pesquisa do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, donos de um bolso com dezenas de bilhões de dólares.
É que eles resolveram em 2006 bancar a pesquisa de uma aeronave absolutamente extraordinária, a Asa Voadora Oblíqua (ou oblique flying wing - OFW), o primeiro supersônico não-tripulado com asas de geometria variável que varrerá os céus do planeta.
O objetivo do Pentágono com a sua Asa Voadora Oblíqua é, em primeiro lugar, testar a sua viabilidade. Em caso afirmativo, a nova tecnologia poderá vir a ser aplicada em aviões de combate.
> Veja as fotos do avião
As vantagens em tese são consideráveis. Dependendo da velocidade, as asas variam sua angulação com relação à direção do vôo, reduzindo o arrasto da aeronave e aumentado sua eficiência aerodinâmica, o que se traduz por maior velocidade e autonomia com menor consumo de combustível.
Assim, em baixas velocidades o ângulo das asas é mais aberto, quase perpendicular em relação à fuselagem, como nos aviões tradicionais, o que favorece a estabilidade do vôo. Submetida às altas velocidades, no entanto, as asas giram para assumir um ângulo mais fechado, como as lâminas de uma tesoura que se fecha, reduzindo o arrasto supersônico.
A primeira fase do programa, orçada em US$ 10,3 milhões, visa a tirar um projeto da prancheta até o fim de 2007. A partir daí será construído um avião experimental, com teste de vôo previsto para 2010 ou 2011.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
IDG NOW! BUSCA:
Links patrocinados
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- 5 razões para ficar com o Windows XP
- Vendas do Snow Leopard superam em duas vezes a de seu antecessor
- Número de celulares habilitados no Brasil cresce 1,62% em agosto
- Camisetas para nerds são o suprassumo da moda geek
- Uma a cada cinco empresas nos EUA usa o Google Docs, diz IDC
- Presença de celulares em domicílios no Brasil cresce quase 5 vezes desde 2001
Conteúdo especial produzido e atualizado por empresas parceiras do IDG Now!
Infraestrutura de TI sob controle
Gerenciamento: eficiência para o negócio
White Paper: maximize o ROI
Backup: mantenha os dados seguros
Perfil falso no Twitter
Advogada Patrícia Peck indica como proteger seu nome ou a marca de sua empresa de perfis falsos.
Links patrocinados














