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21 de setembro de 2009
mercado
P&D

Pentágono testa tecnologia de asas variáveis em supersônico não-tripulado

Por Peter Moon especial para o IDG Now!

Publicada em 16 de março de 2007 às 07h00
Atualizada em 29 de abril de 2007 às 14h20

São Paulo - A Asa Voadora Oblíqua é o primeiro supersônico não-tripulado com asas de geometria variável que varrerá os céus do planeta.

Ingredientes: pegue um jato supersônico de última geração, demita o piloto e ponha um robô no seu lugar. A seguir arranque a cauda e o leme, e jogue tudo fora. Não esqueça de desaparafusar as asas do corpo da fuselagem. Complete o querosene do tanque e programe o avião para decolar. Aí é só ficar olhando ele alçar vôo e ficar balançando as asinhas de um lado para outro. Se você acha que este repórter que vos escreve está com graça ou então andou bebendo algo que não devia, está enganado.

Mas que os engenheiros da gigante aerospacial Northrop Grumman, responsáveis por este avião não-tripulado, devem ter um parafuso a menos, lá isso devem. Não só eles como também os militares de alta patente da DARPA, a agência de pesquisa do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, donos de um bolso com dezenas de bilhões de dólares.
É que eles resolveram em 2006 bancar a pesquisa de uma aeronave absolutamente extraordinária, a Asa Voadora Oblíqua (ou oblique flying wing - OFW), o primeiro supersônico não-tripulado com asas de geometria variável que varrerá os céus do planeta.

O objetivo do Pentágono com a sua Asa Voadora Oblíqua é, em primeiro lugar, testar a sua viabilidade. Em caso afirmativo, a nova tecnologia poderá vir a ser aplicada em aviões de combate.

> Veja as fotos do avião


As vantagens em tese são consideráveis. Dependendo da velocidade, as asas variam sua angulação com relação à direção do vôo, reduzindo o arrasto da aeronave e aumentado sua eficiência aerodinâmica, o que se traduz por maior velocidade e autonomia com menor consumo de combustível.

Assim, em baixas velocidades o ângulo das asas é mais aberto, quase perpendicular em relação à fuselagem, como nos aviões tradicionais, o que favorece a estabilidade do vôo. Submetida às altas velocidades, no entanto, as asas giram para assumir um ângulo mais fechado, como as lâminas de uma tesoura que se fecha, reduzindo o arrasto supersônico.

A primeira fase do programa, orçada em US$ 10,3 milhões, visa a tirar um projeto da prancheta até o fim de 2007. A partir daí será construído um avião experimental, com teste de vôo previsto para 2010 ou 2011.


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