Crescer de forma sustentável é a meta do novo presidente da Xerox Brasil
Por Tais Fuoco, editora do Computerworld
Publicada em 02 de março de 2007 às 16h27
São Paulo - Hervé Tessler está no País há apenas um mês.om metas claras e bem definidas, ele quer ver a filial crescer ao ritmo dos "dois dígitos".
O momento é de crescer. Este é o mote do francês Hervé Tessler, que assumiu a presidência da subsidiária brasileira da Xerox há quatro semanas e nunca havia estado no Brasil antes.
O fato de ainda não conhecer o País, no entanto, não parece preocupar o executivo de 43 anos, que ingressou na Xerox em 1987 e ocupava a vice-presidência das operações regionais na Europa Central, Leste Europeu, Israel e Turquia, sediado no Reino Unido.
Com metas claras e bem definidas, ele quer ver a filial crescer ao ritmo dos "dois dígitos". E promete, entretanto, não perder de vista a rentabilidade, um dos objetivos anunciados por seu antecessor no cargo, o também francês Olivier Ferraton.
"Minha meta é trazer a companhia para o crescimento sustentável", afirma Tessler, em entrevista exclusiva ao Computerworld.
Segundo ele, a companhia "não vai desistir da eficácia organizacional" e "nunca vai optar por crescer a qualquer custo".
As metas de crescimento, inclusive, são bastante ousadas para um País cuja economia cresceu apenas 2,9% no ano passado: "dois dígitos", diz ele, sem pestanejar, citando o objetivo de que o número fique acima dos 20%.
Tessler, no entanto, garante: "a Xerox Brasil não vai mudar o modelo de negócios, somente ser mais agressiva, mais direta, mais simples e com um número e canais de venda maior".
"Acredito em simplicidade", afirmou. Ele defende o conceito como forma de acelerar a organização e os negócios e tornar a companhia mais ágil.
Tessler avalia que "a Xerox é um grande sucesso no Brasil", mas pode crescer muito mais. Ele admite que a companhia perdeu market share nos anos em que esteve envolvida com a reorganização da companhia, que tinha seu nome associado às copiadoras e hoje quer ser mais conhecida por serviços.
O executivo também considera que a subsidiária brasileira "é extremamente rica em talentos" e que isso deve ser salientado na sua estratégia de atuação. "Você pode ter a melhor plataforma de hardware, o melhor processo do mercado, mas se não tiver as pessoas certas, não terá sucesso", afirma.
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