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20 de novembro de 2008

INT adquire primeiro 'scanner' para digitalizar pessoas do Brasil

Por Redação do IDG Now!*
Publicada em 22 de fevereiro de 2007 às 08h43

São Paulo - Equipamento será usado pela primeira vez em uma pesquisa antropométrica tridimensional com operadores das unidades da Petrobras.

O Instituto Nacional de Tecnologia (INT/MCT) terá o primeiro scanner tridimensional a laser, utilizado para digitalizar pessoas, em todo o Brasil. No mundo inteiro, poucos países dispõem da tecnologia, cuja aquisição foi possibilitada por um convênio assinado entre o INT e a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep/MCT), com recursos do fundo setorial CT-Petro.

O primeiro trabalho a ser feito com o equipamento – o Cyberware Whole Body Color 3D Scanner, Modelo WB4 – será em parceira com a Petrobras. O scanner atuará como aliado para o desenvolvimento de projetos que melhorem as condições de trabalho, saúde e segurança dos funcionários da Empresa, e será utilizado para a realização de uma pesquisa antropométrica tridimensional de amostra representativa de operadores das unidades da Petrobras.

Eles vão ser “escaneados” e, a partir dos dados, serão gerados modelos digitais representativos daquela população que poderão ser empregados em cenários virtuais que simularão as situações de trabalho dessas pessoas, permitindo o mapeamento de riscos e o incremento da confiabilidade humana.

Com isso, os ambientes, os equipamentos de proteção e os planos de emergência poderão ser projetados de forma mais eficaz, propiciando mais conforto e segurança.

O projeto, intitulado “Sistemas de simulação de cenários virtuais a partir de modelagem humana virtual 3D para mapeamento de riscos e incremento da Confiabilidade Humana (SSV3D)”, tem duração prevista de dois anos e utilizará o banco de dados já existente com registros das situações encontradas em refinarias, plataformas e instalações terrestres, resultado do trabalho realizado no INT há 15 anos pelo Grupo de Pesquisa em Ergonomia e Confiabilidade Humana para o setor de Petróleo, Gás e Energia.

Além de produtos mais adequados aos trabalhadores, os modelos permitem também simular cenários de acidentes levando em consideração a troca de informações entre os envolvidos e a circulação de pessoas nas salas de controle, possibilitando soluções mais eficientes em rotas de fuga, por exemplo.

*Com informações da Agência CT.

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