Empresas de software pedem desoneração da carga tributária do setor
Por Taís Fuoco, editora do Computerworld.
Publicada em 07 de fevereiro de 2007 às 11h52
Atualizada em 07 de fevereiro de 2007 às 19h05
São Paulo - Segmento cresce 24% ao ano no País, mas ainda representa 1,1% do mercado global e a 12ª posição mundial, segundo estudo.
O setor brasileiro de software, que ficou ausente do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no mês de janeiro, apresentou nesta quarta-feira (07/02) estudo que mostra a carga tributária como um dos entraves para o seu desenvolvimento.
O trabalho desenvolvido pela Tendências Consultoria Integrada, a pedido da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes), mostra que a carga tributária do setor de software é hoje de 37,3% do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto outras economias emergentes, como México e Coréia, têm tributações de 19% e 25%, respectivamente.
O estudo mostra que as companhias que desenvolvem software no Brasil são oneradas em cinco triubutos: Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), PIS/PASEP, Cofins e Imposto sobre Serviços (ISS) . As companhias multinacionais que fazem remessa ao exterior para pagamento de direitos autorais também são submetidas a Imposto de Renda na fonte e todas pagam CPMF em suas transações financeiras.
Segundo a Abes, o setor de software alcançou uma receita de 7,41 bilhões de dólares no Brasil em 2006, com crescimento de 24% sobre o ano anterior. O índice é superior ao de países como Índia, Rússia e China, que crescem entre 14% e 18% ao ano. O Brasil, no entanto, ainda representa 1,1% do mercado global de software e a 12ª posição mundial.
"O setor tem potencial para continuar a crescer dois dígitos ao ano pelos próximos exercícios", afirmou Jorge Sukarie, presidente da Abes, em encontro com a imprensa. Para Maílson da Nóbrega, diretor-presidente da Tendências, "dificilmente haverá algo com o impacto do software na economia mundial", em função dos ganhos de produtividade que ele pode trazer a qualquer outro segmento.
Além da carga tributária, Maílson citou como alguns dos custos principais para o setor no País o custo da mão-de-obra (70% dos gastos totais) e a infra-estrutura de telecomunicações.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
CONTEÚDO RELACIONADO:
IDG NOW! BUSCA:
Links patrocinados
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- Software livre ganha força com sistema operacional do Google
- Nova lei eleitoral que permite uso da web em campanhas é aprovada
- Chrome OS: advogados levantam questões de privacidade e concorrência
- Loja de aplicativos da Apple faz 1 ano
- Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, ganha banda larga gratuita sem fio
- Tempo gasto por crianças dos EUA na internet cresceu 63% em cinco anos
Conteúdo especial produzido e atualizado por empresas parceiras do IDG Now!
Modernização com tecnologia inovadora
Gestão: obtenha ROI e alta produtividade
Pesquisa: o perfil da empresa do futuro
IBM Express Advantage: sob medida para PMEs
US$ 2,1 bilhões
é o valor da oferta feita pela empresa de armazenamento de dados, EMC, na compra da Data Domain.
Links patrocinados
CIAB Febraban 2009
Confira as novidades do evento sobre tecnologia da informação no setor financeiro.
Internet mais vigiada
No Brasil, Justiça é a favor da “liberdade de expressão com responsabilidade”. Por Patrícia Peck
Links patrocinados

















