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18 de abril de 2008

Isenção de PIS/Cofins atinge 99% do mercado de desktops no Brasil

Por Daniela Braun editora do IDG Now!
Publicada em 22 de janeiro de 2007 às 12h45
Atualizada em 01 de fevereiro de 2007 às 15h33

São Paulo - Aumento do patamar de isenção para micros vendidos para até R$ 4 mil ainda atinge 81% dos notebooks, diz IT Data.

O aumento do patamar de isenção de PIS/Cofins (9,25%) para microcomputadores vendidos por até 4 mil reais atingirá praticamente 99% do mercado de desktops no Brasil e 81% do mercado de notebooks, além de incentivar a produção de servidores para pequenas e médias empresas, informa Ivair Rodrigues, diretor de pesquisas da consultoria IT Data.

A isenção de PIS/Cofins é uma das medidas de incentivo ao setor de Informática, que integram o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado nesta segunda-feira (22/01) pelo governo federal.

Antes do anúncio do PAC, a isenção de PIS/Cofins era aplicada a desktops avaliados em até 2.500 reais e notebooks de até 3 mil reais, medidas aplicadas pela Lei do Bem, que entrou em vigor em 15 de junho de 2005.

"Atualmente, 2% dos desktops vendidos no Brasil estão acima de 3 mil reais, enquanto 53% dos notebooks custam até 3 mil reais", observa Rodrigues.

Na previsão do consultor, até o final do ano 95% dos notebooks devem ser adaptados para se enquadrarem na isenção de PIS/Cofins.

"O consumidor já pode comprar um bom notebook pagando até 4 mil reais, com processador Dual Core, disco rígido com capacidade de 100 Gigabytes (GB), 1024 Megabytes de memória, acesso wireless, reprodutor e gravador de CDs e DVDs", estima Rodrigues.

Os efeitos da Lei do Bem já foram sentidos pelo mercado em 2006. A IT Data estima que tenham sido comercializados 8,3 milhões de microcomputadores em todo o ano passao, o que representa uma alta de 47% sobre as vendas de 2005. Do total de máquinas, 7,8% devem representar notebooks - patamar que pode chegar a 18,3% em 2009.

Legalização do mercado

A ampliação da Lei do Bem atende a uma solicitação do setor ao governo, tendo em vista que os fabricantes de PCs ilegais ainda encontravam uma brecha no mercado de máquinas na faixa de 3 mil a 4 mil reais.

"A medida é muito positiva e está dentro do que a Abinee estava solicitando ao governo", afirma Hugo Valério, diretor de Informática da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). "Sem dúvida nenhuma, a desoneração fiscal tem uma relação direta com a informalidade porque o consumidor observa que pode fazer uma compra com Nota Fiscal e mais conforto, gastando um pouco a mais", avalia.

Na opinião de Valério, o novo patamar de isenção de PIS/Cofins pode reduzir o mercado informal a uma participação aceitável de 15% de todo o setor. Em 2004, o índice de PCs ilegais era de 73% e, em 2005, essa participação caiu para 64%. No terceiro trimestre de 2006, os PCs clones representaram 46,8% do mercado, segundo a IT Data.


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3 comentário(s)
E o handheld?
André Bicudo - 16 Fev 2007, 11h58
Estamos indo!
André Luiz - 22 Jan 2007, 16h46
É legal, né?
Carlos - 22 Jan 2007, 15h06
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