Cisco processa Apple por iPhone
Por Robert McMillan, para o IDG Now!*
Publicada em 11 de janeiro de 2007 às 08h11
Atualizada em 11 de janeiro de 2007 às 10h16
São Francisco - Empresa que detém direito sobre o nome entra na justiça para impedir Apple de usá-lo.
A Cisco Systems está processando a Appple para evitar que a empresa use o nome iPhone para o novo smart phone que acaba de lançar, durante a Macworld Conference & Expo, em São Francisco.
A Cisco abriu o processo na Corte Federal do Distrito Norte da Califórnia, buscando o bloqueio ao uso do nome pela Apple.
O nome iPhone é uma marca registrada da Linksys, divisão da Cisco. A Linksys ficou com o nome ao comprar uma empresa chamada Infogear Technology, em 2000. Os iPhones da Cisco são aparelhos de telefone voltados ao uso em redes de VoIP (voice over Internet Protocol).
O iPhone foi o produto mais comentado na Macworld deste ano e sua recepção positiva valorizou as ações da Apple nos últimos dois dias. Na quarta-feira (10/01), as ações da empresa eram negociadas a 97 dólares, uma alta de 5% no dia.
A Apple e a Cisco vem negociando há dois anos o licenciamento da marca iPhone, segundo o porta-voz da Cisco, John Noh. Quando o chief executive officer (CEO) da Apple Steve Jobs apresentou o iPhone na última terça-feira, a Cisco ainda não havia chegado a um acordo final com a Apple a respeito da marca, embora as empresas estivessem negociando até segunda-feira à noite.
“Como vem negociando conosco o licenciamento da marca todo esse tempo, a Apple está ciente que detemos o nome”, disse Noh. “A Cisco encerrou a negociação com a Apple em boa fé depois que a empresa repetidas vezes pediu permissão para usar o nome iPhone da Cisco”, disse Mark Chandler, vice-presidente sênior e principal advogado da Cisco.
“O iPhone não é o iPhone de amanhã. O potencial de convergência para os telefones residenciais, celulares, telefones comerciais e PCs é ilimitado, por isso é importante proteger a nossa marca”, disse Chandler.
Um executivo da Apple disse à revista PC World que como o iPhone da Cisco é um telephone de VoIP e o iPhone da Apple é um cellular, a Apple não viola a marca da Cisco. “São produtos diferentes”, disse Greg Joswiak, vice-presidente mundial de marketing para iPod da Apple. O iPhone também traz um tocador de música digital iPod.
Mas se a Apple realmente estava negociando a licença de uso do nome iPod, seria um “movimento perigoso” para a companhia começar a usar o nome iPhone, disse o advogado especialista em marcas Allonn Levy, da empresa de advocacia Hopkins & Carley, em San Jose, Califórnia. “Seria visto como uma infração intencional”.
Levy diz que a Apple poderia argumentar que a Cisco não havia lançado nenhum produto iPhone até meados do ano passado e que a empresa considerou que o nome estava disponível. Mas ele também apontou que a Cisco entrou com a ação para pressionar a Apple a assinar o acordo de licença que as duas empresas vêm negociando. Levy não representa nenhuma das partes.
Compartilhe:
- DEL.ICIO.US
- GOOGLE BOOKMARKS
- TECHNORATI
- NETVIBES
- DIGG
CONTEÚDO RELACIONADO:
IDG NOW! BUSCA:
Links patrocinados
ÚLTIMAS NOTÍCIAS DO IDG NOW!:
- Software livre ganha força com sistema operacional do Google
- Nova lei eleitoral que permite uso da web em campanhas é aprovada
- Chrome OS: advogados levantam questões de privacidade e concorrência
- Loja de aplicativos da Apple faz 1 ano
- Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, ganha banda larga gratuita sem fio
- Tempo gasto por crianças dos EUA na internet cresceu 63% em cinco anos
Conteúdo especial produzido e atualizado por empresas parceiras do IDG Now!
Modernização com tecnologia inovadora
Gestão: obtenha ROI e alta produtividade
Pesquisa: o perfil da empresa do futuro
IBM Express Advantage: sob medida para PMEs
US$ 2,1 bilhões
é o valor da oferta feita pela empresa de armazenamento de dados, EMC, na compra da Data Domain.
Links patrocinados
CIAB Febraban 2009
Confira as novidades do evento sobre tecnologia da informação no setor financeiro.
Internet mais vigiada
No Brasil, Justiça é a favor da “liberdade de expressão com responsabilidade”. Por Patrícia Peck
Links patrocinados

















