Americanas e Submarino confirmam fusão
São Paulo - Empresas propõem a criação da B2W, com receita casada de R$ 1,6 bilhão até setembro.
As duas maiores lojas de comércio eletrônico do Brasil, Americanas.com e Submarino confirmaram nesta quinta-feira (23/11) a fusão das suas operações. Como resultado, será criada a B2W Companhia Global de Varejo, que atuará nas áreas de e-commerce, televendas e quiosques.
A empresa resultante da fusão tem faturamento bruto de 1,6 bilhão de reais acumulado nos primeiros nove meses de 2006. Os acionistas do Submarino vão deter 46,75% do capital da B2W e receberão uma distribuição extraordinária de 500 milhões de reais. A Lojas Americanas terá 53,25% do capital da nova companhia.
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Cada ação atual do Submarino será substituída por uma ação de B2W. Os acionistas de Submarino receberão uma distribuição extraordinária de 500 milhões de reais e a Lojas Americanas fará capitalização de 175 milhões de reais da Americanas.com antes da transação.
A B2W será co-presidida pelos atuais presidentes da Americanas.com, Anna Saicali, e do Submarino, Flávio Jansen. A conclusão da operação está sujeita à aprovação dos acionistas. A companhia terá sede social em São Paulo e será listada na Bovespa – Novo Mercado. Será eleito ainda um Conselho de Administração com cinco membros das Lojas Americanas e quatro membros independentes.
Os centros operacionais da B2W estarão localizados tanto em São Paulo quanto no Rio de Janeiro. De acordo com comunicado à imprensa, um dos objetivos, com a fusão, será crescer as receitas com serviços como viagens online, venda de ingressos e download de música.
A nova companhia tem faturamento bruto até setembro de 1,6 bilhão de reais (563 milhões de reais do Submarino e 1 bilhão de reais da Americanas.com) e EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 133 milhões de reais (sendo 40 milhões de reais do Submarino e 93 milhões de reais da Americanas.com).
E-commerce no Brasil
O e-bit espera que o comércio eletrônico atinja um faturamento de 4,3 bilhões de reais em 2006, o que resultará em um crescimento nominal de mais de 70% em relação a 2005, quando o segmento faturou 2,5 bilhões de reais.
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