Microsoft processa criadores de phishings que imitam Hotmail e MSN
Por Jeremy Kirk, para o IDG Now!*
Publicada em 22 de novembro de 2006 às 16h00
Londres - Empresa processa 129 usuários na Europa e no Oriente Médio acusados de forjarem páginas falsas para roubar dados confidenciais de vítimas.
A Microsoft iniciou 97 processos pela Europa e o Oriente Médio após oito meses de investigações em páginas fraudulentas, com cerca de 32 ações adicionais iniciados em cooperação com autoridades legais, disse a companhia nesta quarta-feira (22/11).
Todos os casos são contras usuários que tentaram capturar dados de log-in e senhas de usuários ao construir páginas de autenticação fraudulentas do Hotmail e do MSN.com, disse Jean-Christophe Le Toquin, advogado da Microsoft. Foram investigados um total de 253 sites, disse ele.
O programa Global Phishing Enforcement da Microsoft, iniciado em março, tem como objetivo combater páginas falsas construídas por criminosos tentando obter informações financeiras ou senhas ao enganar usuários, no tipo de golpe conhecido como "phishing".
A companhia usa tecnologia própria para vasculhar a internet e encontrar sites suspeitos, disse Le Toquin.
Uma vez com o site identificado, a Microsoft pode iniciar uma reclamação criminal ou repassar a informação para o promotor público, dependendo da legislação do país em que a página está hospedada, disse Le Toquin.
Entre países, a Turquia lidera os processos com 50 ações criminais, seguida pela Alemanha (28) e pela França (11). Ações ainda foram iniciadas nos Emirados Árabes Unidos, Itália, Marrocos, Holanda e Reino Unido.
A Microsoft já entrou em acordo com quatro "phishers", todos homens com idades entre 16 e 20 anos, na França e na Noruega, revelou o executivo. Cada um dos acusados na França pagaram à Microsoft 2 mil euros, multa considerada proporcional às suas ações, segundo a empresa.
Muitos dos sites falsos foram criados por phishers para enganar usuários para que divulgassem suas credenciais, analisou Le Toquin. Os phishers também tentariam enganar seus amigos com páginas falsas por links enviados em mensageiros instantâneos, disse ele.
A proposta era "dominar a conta da vítima", segundo o executivo.
A Microsoft não disse se continuará sua investigação, particularmente focada em sites de phishing conectados a atividades crackers mais sofisticadas, disse Le Toquin.
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