Lucro da HP cresce 325% no 4º trimestre
Por Ben Ames e Robert Mullins, para o Computerworld*
Publicada em 17 de novembro de 2006 às 08h22
Atualizada em 17 de novembro de 2006 às 09h40
São Francisco - Apesar do escândalo que abateu seu conselho diretor, pode-se dizer que o ano fiscal de 2006 da HP foi positivo.
Apesar do escândalo que se abateu sobre seu conselho diretor, pode-se dizer que o ano fiscal de 2006 da Hewlett-Packard (HP) foi positivo. De acordo com o balanço divulgado na quinta-feira (16/11), a companhia atingiu lucro líquido de 1,7 bilhão de dólares no quarto trimestre, mais do que o quádruplo registrado no mesmo período do ano anterior.
O faturamento foi de 24,6 bilhões de dólares. Em base pró-forma, que exclui certos itens fiscais, os ganhos da HP por ação ficaram em 68 centavos de dólar, superando em 4 centavos de dólar as previsões dos analistas da Thomson Financial.
No quarto trimestre fiscal de 2005, a companhia registrou lucro líquido de apenas 400 milhões de dólares, e receitas de 22,9 bilhões de dólares.
No ano fiscal de 2006, a HP totalizou receitas de 91,7 bilhões de dólares. O resultado também superou as expectativas dos analistas, que esperavam 91,2 bilhões de dólares.
Todas as seis divisões de negócios da HP registraram lucro operacional no quarto trimestre, e cinco delas contabilizaram ganhos na comparação com o ano fiscal de 2005.
Na divisão de servidores e armazenamento, os resultados foram divididos. As receitas saltaram 4%, atingindo 4,7 bilhões de dólares. O lucro operacional também cresceu 10,7%, a 502 milhões de dólares. Nos produtos de armazenamento, porém, a elevação da receita foi de apenas 1%.
A área de sistemas pessoais, que incluem PCs e notebooks, atingiu receitas de 7,8 bilhões de dólares, alta de 10%. A divisão de imagem e impressão totalizou receitas de 7,3 bilhões de dólares, enquanto software apresentou crescimento de 14% no faturamento, a 349 milhões de dólares.
"Este foi o trimestre mais forte que tivemos em vários anos", disse o CEO Mark Hurd. O executivo informou também que a companhia não ficou satisfeita com o desempenho da divisão de servidores e informou que o objetivo é melhorar esses resultados.
O CFO da companhia, Robert Wayman, informou também que o programa de reestruturação que Hurd iniciou em julho de 2005 - apenas dois meses depois de se tornar CEO - foi concluído. Cerca de 14,2 mil postos de trabalho foram eliminados desde então e mais mil deverão ser reduzidos no primeiro trimestre fiscal de 2007.
Os resultados da HP foram divulgados apenas um dia depois da ex-presidente do conselho da empresa, Patricia Dunn, depor na Corte da Califórnia. A executiva é acusada de comandar investigações que utilizaram métodos ilícitos para descobrir a fonte do vazamento de informações no conselho.
No entanto, Hurd faz questão de enfatizar que o escândalo no conselho não tem impacto nas operações da HP. Apesar dos problmeas, a companhia apresentou bom desempenho em vendas, ultrapassando sua rival Dell para se tornar o maior fornecedor do mundo de PCs. A HP não vencia essa batalha há anos.
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