Bill Gates defende uso de tecnologia para combater a pobreza
Por Paul Krill, para o Computerworld
Publicada em 16 de novembro de 2006 às 14h15
San Jose - Durante entrega de prêmio na Califórnia, chairman da Microsoft destaca papel da tecnologia como forma de melhorar a vida dos pobres.
Na noite de quarta-feira, enquanto recebia mais um prêmio por seu trabalho humanitário, o chairman da Microsoft, Bill Gates, aproveitou para voltar a defender a utilização da tecnologia para melhorar o nível de vida dos pobres.
Segundo Gates, a tecnologia pode ajudar a atacar de forma rápida questões de saúde, por exemplo. "Diante de uma sala cheia de grandes clientes, concorrentes e parceiros importantes, não posso perder a oportunidade de falar a vocês enquanto líderes e debater o quanto TI é crucial para reduzir a desigualdade e o sofrimento por ela causada", discursou.
Gates recebeu o prêmio humanitário do museu James C. Morgan, que destacou a campanha United Way, da Microsoft, além da criação da Fundação Bill & Melinda, dona de um orçamento que ultrapassa os 29 bilhões de dólares.
Segundo o chairman da Microsoft, sua esposa tem se preocupado cada vez mais com as milhões de crianças que morrem em países pobres de doenças erradicadas em nações mais desenvolvidas, como o rotavírus. No entanto, notícias acerca desses problemas não costumam frequentar as primeiras páginas de jornais.
"É difícil fugir da conclusão que vivemos em um mundo onde algumas vidas valem mais que outras", disse Gates. Em sua opinião, é preciso realocar esforços e recursos para mostrar quão trágica é a mortalidade infantil em países pobres.
"Temos de fazer a tecnologia trabalhar para o benefício de todos", resumiu Gates. Entre as possibilidades práticas, o fundador da Microsoft destacou o desenvolvimento de fertilizantes mais baratos, técnicas simplificadas de irrigação, além de uma estação de tratamento de água que utiliza luz ultravioleta para matar bactérias.
O executivo finalizou pregando a cooperação entre diversos grupos políticos para acelerar a ajuda aos países em desenvolvimento. "Apenas uma fundação não pode resolver todos esses problemas. Nós precisamos do apoio de empresas e governos, elementos essencias para equacionar todos os desafios."
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