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21 de setembro de 2009
mercado
P&D

Interior de São Paulo ganha centro de desenvolvimento em TI

Por Camila Fusco, repórter do Computerworld

Publicada em 20 de outubro de 2006 às 09h22
Atualizada em 20 de outubro de 2006 às 10h14

São Paulo - Alemã GFT Technologies abre base produtiva em Sorocaba e espera que unidade represente 10% de seu faturamento global.

A empresa alemã GFT Technologies, que atua no ramo de projetos, integração e outsourcing de TI para o segmento financeiro, anunciou nesta semana seu primeiro centro de desenvolvimento tecnológico da América Latina, no município de Sorocaba, interior de São Paulo.

A base – que não teve seus investimentos revelados – será responsável pelo desenvolvimento de projetos de TI para clientes da companhia de qualquer lugar do mundo, inclusive companhias locais. No momento, cerca de 20 profissionais brasileiros já estão contratados e a previsão é atingir entre 60 e 100 funcionários até o fim de 2007. “O conceito que passamos para eles é de uma empresa internacional. O idioma padrão é o inglês e eles têm em mente que podem colaborar com as operações da companhia em qualquer lugar do mundo”, explica Carlos Eres, diretor geral da GFT

O conceito de globalização a que Eres se refere diz respeito também ao modelo operacional padrão que a companhia adota. Todos os processos, modelos e ferramentas são padronizados e existe a possibilidade de alocação de mão-de-obra brasileira, por exemplo, para qualquer lugar do mundo onde a companhia mantenha operações.
 
No momento, a equipe brasileira está trabalhando no projeto de um cliente do setor financeiro do Reino Unido. A companhia está conduzindo treinamentos locais e trabalhando com o Centro de Qualificação e Gestão do Conhecimento (CQGC Brasil) para recrutar profissionais das faculdades da região, e também barganha com a prefeitura de Sorocaba incentivos fiscais.

Negócios no País

Entre os fatores que posicionaram o Brasil como o escolhido da América Latina estão o potencial de negócios e também a relativa proximidade com clientes da América do Norte e Europa. “O fuso horário e a localização geográfica fazem diferença nos negócios”, aponta Eres. A escolha também é uma porta de entrada para as operações da companhia no restante da América Latina.

Até então, a companhia mantinha presença no País com um escritório na região metropolitana de São Paulo para operação conjunta com a CPM. A parceria, ainda em vigor, é destinada ao projeto de implantação de arquitetura de sistemas no Bradesco. O escritório a partir de agora será destinado também aos novos clientes da empresa. “Estimamos iniciar projetos de mais dois ou três clientes ao longo de 2007”, informa.

Só no primeiro semestre deste ano, o Brasil foi responsável por 5,8 milhões de euros, quarto maior faturamento global da companhia, que mantém operações também na Alemanha, Áustria, Espanha, França, Hungria, Itália, Reino Unido e Suíça.


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