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21 de setembro de 2009
mercado
Legislação

Reguladores da União Européia negam "vingança" contra a Microsoft

Por Paul Meller, para o IDG Now!*

Publicada em 19 de setembro de 2006 às 15h30
Atualizada em 19 de setembro de 2006 às 15h46

Bruxelas - Em resposta a acusações da MS, Comissão Européia desclassifica acusações de que estaria impedindo melhorias de segurança no Vista.

A responsável da Comissão Européia para questões de competição Neelie Kroes negou nesta terça-feira (19/08) estar conduzindo uma vingança pessoal contra a Microsoft. Seu anúncio foi uma resposta ao que ela chamou de "campanha coordenada" da Microsoft contra o principal órgão regulador antitruste da Europa.

"Longe de estar levando a frente uma vingança contra a Microsoft, as ações da Comissão estão guiados pelo desejo em criar o ambiente mais confortável para negócios na Europa para benefício de clientes da região", escreveu Kroews em uma carta para o jornal Financial Times.

No começo do mês, a Microsoft alertou que os problemas de antitruste com a Europa podem atrasar o lançamento europeu do Windows Vista, nova versão do sistema operacional da companhia.

A companhia acusou a comissão de não dar instruções suficientes se o Vista passaria incólume sob a lei antitruste da Europa e também apresentou pesquisas que tinha encomendado que mostrava que centenas de milhares de empregos na indústria européia de TI deixariam de ser criados se o Vista atrasasse.

"Parece haver uma campanha coordenada para encarar a Comissão de forma negativa", escreveu Kroes.

"Por exemplo, eu ouvi que a Comissão estaria impedindo a Microsoft de melhorar as funções de segurança do seu sistema operacional. Este não é categoricamente o caso", escreveu.

A Comissão vem oferecendo ajuda à Microsoft desde abril sobre como evitar problemas de antitruste com o Vista similares aos experimentados pelo seu antecessor, o Windows XP.

A Comissão alertou a Microsoft que seu plano de equipar o Vista com seu software de segurança pode ser encaixado como truste e ordenou que a companhia de software não desfavorecesse rivais no mercado de segurança.

Em 2004, a Comissão considerou a Microsoft culpada por oprimir rivais no mercado de mídia digital ao integrar o seu Windows Media Player no Windows. A companhia também foi considerada culpada em abusar sua posição no mercado de sistemas para servidores.

A Microsoft foi multada em cerca de 633 milhões de dólares e obrigada a lançar uma versão do Windows sem o Media Player. Além disto, a empresa precisou dar ao seu sistema operacional para servidores melhor interoperabilidade com seus competidores.

No começo deste ano, a companhia foi multada novamente por 355 milhões de dólares por falhar ao revelar detalhes funcionais do Windows, assim como tinha acontecido em 2004.

A Microsoft apenas divulgou seus dados recentemente, o que a Comissão acredita ser necessário para restaurar a competição no mercado para sistemas operacionais em servidores. A Comissão decidirá nos próximos meses se as informações foram suficientes ou não.

Enquanto isto, a Corte Européia de Primeira Instância em Luxemburgo está considerando a apelação da decisão antitruste de 2004 contra a Microsoft. A Corte não segue um prazo estipulado. A maioria dos analistas espera que a decisão saia até julho de 2007.

*Paul Meller é editor do IDG News Service, em Luxemburgo.

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