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21 de novembro de 2008

Microsoft tenta convencer UE sobre benefícios do Windows Vista

Por Paul Meller, para o IDG Now!*
Publicada em 14 de setembro de 2006 às 10h47

Bruxelas - Após Comissão adiar lançamento do sistema com medo de truste, MS apresenta pesquisa do IDC que mede impacto do lançamento na Europa.

A Microsoft tentou convencer reguladores antitruste em Bruxelas nesta quinta-feira com novas pesquisas que ilustram o tamanho do impacto que o lançamento do Windows Vista no próximo ano terá na indústria e na economia de TI européias.

A companhia alertou no começo da semana que o lançamento do Vista seria atrasado na Europa por preocupações dos reguladores sobre o impacto na competição. Na quinta, a Microsoft apresentou pesquisa conduzida pelo IDC, chamada de "O impacto econômico do Windows Vista", para ilustrar o quanto o Vista deverá "beneficiar" a Europa em termos de faturamento e empregos no próximo ano.

Menos de um ano após ser lançado, diz o IDC, o Windows Vista será instalado em mais de 30 milhões de computadores em seis países da União Européia citados no estudo: Alemanha, França, Reino Unido, Espanha, Polônio e Dinamarca. Mais de 2100 milhões de PCs em todo o mundo rodarão o Vista em menos de 12 meses após seu lançamento.

Empregos relacionados ao Vista contarão com mais de 20% de todos os cargos de TI dentro de um ano após seu lançamento, segundo projeção do IDC. A estimativa pode ser traduzida em mais de um milhão de profissionais em seis países, incluindo 100 mil novos empregos até o final de 2007, assumindo que o Vista seja lançado na data programada pela empresa.

A Comissão Européia, órgão regulador mais importante da Europa, está preocupada que novas funções planejadas no Vista, com sua melhoria na segurança, cairão nas mesmas acusações de truste que consideraram a Microsoft culpada há dois anos e meio pela integração do Windows Media Player no sistema operacional.

O presidente da Microsoft internacional Jean-Philippe Courtois disse que o impacto do Vista será muito maior que os benefícios diretos da Microsoft. "A oportunidade econômica que o Windows Vista cria para empresas pequenas e grandes pela região é claramente significante", disse em um evento para revelar o estudo.

Mas alguns analistas viram a revelação da pesquisa como uma força de a Microsoft pressionar a Comissão para voltar atrás. Na semana passada, quatro membros do Parlamento Europeu escreveram para a comissária de competições do órgão Neelie Kroes alertando que ela não atrasasse o Vista.

"Isto parece uma operação de choque e repreensão", disse um profissional do mercado que acompanha o enclave entre a Microsoft e a Comissão que pediu para não ser nomeado. A Microsoft está "perdendo o argumento legal, e está se voltando para meios políticos para manter seu monopólio abusivo", disse a pessoa.

Para cada euro gerado pela Microsoft em seu faturamento com Vista, outras companhias em seis países envolvidos na distribuição do sistema operacional, construção de aplicações e manutenção de máquinas gerarão 14 euros em vendas, disse o IDC.

Estas companhias devem "vender acima de 32 bilhões de euros em produtos e serviços que dependem diretamente do WIndows Vista", disse o IDC.

"A adoção rápida e ampla do Windows Vista significa que seu lançamento (...) terá um impacto positivo nas economias locais pela Europa", diz o estudo. Os seis países envolvidos no estudo contam por mais de 65% de todos os gastos de TI na União Européia, Croácia, Noruega e Suíça.

*Paul Meller é editor do IDG News Service, em Luxemburgo.

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