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18 de junho de 2008

Justiça dos EUA questiona HP sobre investigações suspeitas

Por Robert Mullins, para o Computerworld*
Publicada em 12 de setembro de 2006 às 11h32
Atualizada em 12 de setembro de 2006 às 12h06

São Francisco - A HP está sendo questionada sobre as investigações de vazamento de informações do conselho diretor pela justiça dos EUA.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ, na sigla em inglês) está questionando a conduta da Hewlett-Packard (HP) sobre as investigações de vazamento de informações do conselho diretor.

A companhia apresentou na segunda-feira (11/09) um documento à Comissão de Valores Mobiliários (SEC)  em que declara estar cooperando com as investigações da procuradoria da Califórnia sobre possíveis táticas ilegais utilizadas por investigadores contratados pela HP para investigar os vazamentos de informação no conselho da companhia.

O DOJ questiona agora o uso de certos "pretextos" que levaram ao acesso de gravações telefônicas para determinar quais os membros do conselho que poderiam fornecer informações a jornalistas. As gravações de nove repórteres de várias organizações foram obtidas no processo.

Segundo as primeiras informações, os investigadores se passaram por funcionários da HP e pediram para a companhia telefônica que presta serviço à empresa para gravar as chamadas. Na avaliação do procurador da Califórnia, Bill Lockyer, a prática é considerada crime. A procuradoria ainda está investigando qual crime foi cometido e por quem.

Também na segunda-feira, dois integrantes de órgãos governamentais - Comitê de Energia e Comércio -pediram à presidente do conselho, Patricia Dunn, para revelar qual empresa foi contratada para realizar a investigação. O comitê está investigando também a proteção aos dados de investidores e estabeleceu o prazo de 18 de setembro para a HP fornecer informações detalhadas sobre a investigação.

Sigilo quebrado

Uma das investigações apontou que o diretor George Keyworth foi a fonte da CNet Networks sobre a estratégia da HP para uma matéria publicada em janeiro deste ano. Quando foi solicitado pelo conselho que deixasse o cargo em maio, Keyworth recusou-se a sair. Outro membro do conselho, Thomas Perkins, renomado investidor do Vale do Silício, renunciou em protesto à forma como a investigação foi conduzida.

Em uma carta formal enviada na sexta-feira (08/09), o CEO da HP, Mark Hurd, pediu a seus funcionários para continuarem focados em suas atividades. "A cobertura da mídia e as especulações sobre o conselho da HP não tem nada a ver com a estratégia ou operações da empresa", disse.

*Robert Mullins é editor do IDG News Service, em São Francisco

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