Dell explica recall e por que está fora do programa Computador para Todos
Por Daniela Moreira, repórter do IDG Now!
Publicada em 23 de agosto de 2006 às 07h00
Atualizada em 23 de agosto de 2006 às 10h04
São Paulo - Em entrevista ao IDG Now!, Raimundo Peixoto detalha as estratégias da companhia para o Brasil, incluindo os planos de fabricação.
Os últimos meses não têm sido os mais fáceis para a fabricante de computadores Dell. Os lucros caíram 51% e a empresa se viu envolvida em um recall de 4,1 milhões de baterias de notebooks, o maior da história da indústria eletrônica.
Até o seu modelo de vendas direta, tão elogiado no passado como um diferencial competitivo, tem sido questionado.Nesta entrevista, o diretor geral da Dell no Brasil, Raimundo Peixoto defende a estratégia da empresa e explica por que está fora do programa de inclusão digital do governo federal, Computador para Todos.
Leia os principais trechos:
Na última semana, a Dell anunciou o maior recall da história da indústria de eletrônicos, visando a recolher mais de 4 milhões de baterias de notebooks com defeito. Qual será o impacto deste recall para os brasileiros?
A Dell tem uma grande preocupação em oferecer qualidade e valor a seus clientes. Este cuidado é expresso também na forma como a empresa comunica um recall. Por conta do modelo direto, temos como identificar e contatar cada cliente afetado individualmente. A empresa tem como política não divulgar números regionais ou por país, por isso não podemos divulgar quantos usuários foram afetados. No Brasil, devemos receber as baterias em torno de 2 a 3 semanas. Enquanto isso, os clientes que nos procuram entram numa lista de prioridade. A partir do momento que tivermos a bateria para substituição, um representante da Dell irá até o local onde o cliente estiver, independente de onde seja, e fará a troca.
A Dell optou por não participar do programam de inclusão digital Computador para Todos. O que motivou essa decisão? Isso prejudica o desempenho da companhia no Brasil?
A questão de entrar ou não entrar no programa do Computador para Todos não é a se é ou não popular. Temos hoje preços que se enquadram dentro do programa. A questão está no modelo de negócio. Primeiro, não trabalho com intermediários, vendo direto para o cliente final.
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