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09 de julho de 2009
mercado
Estratégias

Quais serão os desafios da Microsoft sem Bill Gates?

Por Carol Sliwa e Heather Havenstein, do Computerworld/EUA

Publicada em 16 de junho de 2006 às 11h35
Atualizada em 20 de junho de 2008 às 15h21

Framingham - Analistas avaliam como será a Microsoft sem Gates e os desafios na disputa pelos serviços online contra o Google.

O anúncio de Bill Gates, de que vai se “aposentar” a partir de julho de 2008 para dedicar-se a sua fundação filantrópica, significa uma mudança de ar na Microsoft, segundo vários analistas de mercado.

Isso porque Gates até agora tem um papel muito importante na companhia que fundou em 1975, tanto que qualquer transformação em sua função terá um efeito, acredita Rob Enderle, analista da Enderle,

“A Microsoft é Bill Gates em termos de personalidade corporativa”, afirmou Enderle. “Não acredito que alguém possa substituí-lo”.

Junto com o anúncio de que Gates deixará a gestão diária da companhia, a Microsoft divulgou também que Ray Ozzie vai assumir imediatamente o título de chief software architect e vai começar a trabalhar com Gates nos aspectos da técnicos dos softwares da Microsoft. Enderle nota que Ozzie já foi contrato com a intenção de assumir as funções de Gates.

De acordo com Enderle, o atraso do Windows Vista, próxima versão do sistema operacional da Microsoft, deve ter feito Gates pensar que era hora de “fazer uma transição”.

Junto com Ozzie, Craig Mundie, que é atualmente chief technical officer para políticas e estratégias, terá novas responsabilidades durante a transição.

Ele vai trabalhar ao lado de Gates para assumir as responsabilidades pelos esforços de pesquisa e desenvolvimento da Microsoft. Ele também estará ao lado do Brad Smith na área de propriedade intelectual.
Dwight Davis, analista da indústria de software da Summit Strategies, afirmou que a decisão não o surpreendeu. “A

Microsoft está em um ponto em que você pode argumentar que ninguém é indispensável, em razão de sua posição na indústria, da base instalada, do ecossistema de parceiros e de desenvolvedores”.

Ele acrescenta que há vários desafios internos e externos. “Mas não acredito que a saída de seu fundador terá um impacto no sucesso de curto prazo da companhia”. Davis acredita que a Microsoft já vem mudando sua estratégia, em parte, com a chegada de Ozzie.

“Se podemos dizer uma coisa em que o Ozzie influenciou é ter feito a Microsoft tornar-se mais agressiva e ter enfrentado a tendência dos serviços online”, declara Davis.

Michael Silver, analista do Gartner, gostou da escolha de Ozzie para substituir as funções de Gates. “Acho que Ray Ozzie é uma escolha para reinventar a companhia para lutar contra ameaças competitivas, como o Google”, afirma.

Carol Sliwa e Heather Havenstein são editores do Computerworld, em Framingham.

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