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21 de novembro de 2008

Vint Cerf: "Brasil precisa ser mais visível"

Por Paulo Amaral, diretor online do IDG
Publicada em 09 de junho de 2006 às 17h01
Atualizada em 09 de junho de 2006 às 18h38

São Paulo - Vice-presidente do Google fala dos desafios para empresas de tecnologia brasileiras.

Em debate realizado pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (Câmara-e.net) esta semana na cidade de São Paulo, o vice-presidente e evangelista do Google, Vint Cerf disse que o desafio para o Brasil na área de tecnologia é "fazer mais e ser mais visível para o mundo".

Segundo Cerf, considerado um dos pais da internet por ter criado o protocolo TCP/IP, "o Brasil tem ótimos profissionais, tanto que o Google vem investindo no país". Em 2005, o Google adquiriu a Akwan Information Technologies, criada por professores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e que fornece serviços de busca.

Para Cid Torquato, diretor-executivo da Câmara-e.net, os profissionais e empresas brasileiras participaram com ênfase da primeira fase do desenvolvimento da internet, mas não estão se destacando na Web 2.0. "Sem xenofobia, precisamos ser também protagonistas, ao invés de apenas consumidores de produtos e serviços online criados por empresas como My Space, You Tube e Flickr", diz Torquato.

Segundo dados de mercado, o Universo Online (UOL) é a única empresa criada no país na lista dos três primeiros do ranking da web nacional. "O Brasil já teve uma internet vibrante construída por empresas nacionais", lembra o diretor-executivo da Câmara-e.net.

Vanda Scartezini, membro do conselho da ICANN, entidade que regulamenta a internet no planeta, atribui a situação à falta de preparo do Brasil. A executiva coordena projeto de software para exportação na Bahia, com apoio do governo estadual. "Mas ainda recusamos trabalhos por falta de estrutura no país", diz Scartezini.

Para o vice-presidente do Google, o Brasil enfrenta a barreira da língua para ganhar escala global no mercado de tecnologia. "É preciso que as empresas e as pessoas daqui busquem os produtos e serviços possíveis de se fazer no Brasil para exportação", diz Cerf, lembrando que os fatores pessoas, capital e infra-estrutura são os fundamentais.


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