Lixo eletrônico é motivo de protesto durante feira de informática
Por Martin Willians para o IDG Now!
Publicada em 07 de junho de 2006 às 11h14
Atualizada em 07 de junho de 2006 às 11h33
Tóquio - Greenpeace faz ato de protesto em frente à Computex para pressionar empresas a retirarem substâncias tóxicas de seus produtos.
Representantes da organização internacional Greenpeace aproveitaram a concentração de figurões da indústria da informática em Taiwan, por conta da Computex, feira que que segue até o dia 10/06, para fazer uma manifestação contra o tratamento do lixo eletrônico.
Nove representantes do grupo ficaram na porta do Taipei World Trade Center, prédio onde acontece a feira, vestidos com roupas e máscaras de proteção e com cartazes que mostravam crianças segurando lixo eletrônico. Muitas das fotos foram tiradas em Guiyu, na China. A cidade é conhecida pela concentração de centros de reciclagens de equipamentos eletrônicos, algo positivo não fosse o mal manejamento do lixo que contém substancias tóxicas.
“Nós queremos aproveitar a Computex para denunciar a indústria de Taiwan, e não somente a desse país, pelo uso de substancias tóxicas em seus produtos”, afirmou Jamie Choi, um dos participantes do manifesto, que mora em Pequim. “Também estamos aqui para lembrar a Acer, gigante de Taiwan, da sua promessa de retirar esses elementos da matéria-prima de seus produtos”.
As substâncias tóxicas tornaram difícil o tratamento do lixo eletrônico de forma segura. Os produtos em geral acabam largados em lixões ou sendo queimados, o que não livra a região da poluição com as substâncias penetrado os solos e alcançando o lençol freático.
Choi e outros membros do Greenpeace têm encontro marcado com a Acer na quinta-feira (08/06) para avaliar o progresso do plano da companhia de retirar as substâncias tóxicas do material usado na fabricação de seus produtos.
O Greenpeace afirma que um grupo de empresas, incluindo Hewlett-Packard (HP), Nokia, Samsung, Sony e Sony Ericsson já apresentaram datas limite para o uso de substâncias tóxicas em seus produtos. O grupo ajuda a pressionar outras companhias de tecnologia, como Apple, Dell, Fujitsu, Lenovo, Motorola, Panasonic, Toshiba, entre outras, a aderirem à lógica policamente correta.
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