Publicidade

21 de novembro de 2008

Perdas mundiais com software pirata atingem US$ 34 bi, diz estudo da BSA

Por Redação, do IDG Now!
Publicada em 23 de maio de 2006 às 11h06
Atualizada em 24 de maio de 2006 às 14h25

São Paulo - No Brasil, de cada 100 softwares vendidos em 2005, 64 eram piratas. No mundo, 35. Apesar de pirataria não crescer, prejuízo foi maior.

pirataria_software_88x66De cada 100 softwares vendidos no mundo, 35 eram piratas em 2005, o que representou prejuízo de 34 bilhões de dólares, segundo pesquisa da Business Software Alliance (BSA) em parceria com a IDC, divulgada nesta terça-feira (23/05).

A taxa de softwares piratas é a mesma do ano passado, mas os prejuízos com a pirataria cresceram 1,6 bilhão de dólares em 2005, de acordo com a BSA.

O Brasil, segundo o estudo, manteve a taxa de pirataria de software inalterada. De cada 100 softwares vendidos no País, 64 eram piratas em 2005. Os prejuízos, no entanto, cresceram 100 milhões de dólares e atingiram 766 milhões de dólares, 14% a mais que o ano passado, colocando o País na décima posição entre aqueles que registram mais perdas com a pirataria.

A taxa de pirataria na América Latina, no entanto, aumentou de 66%, em 2004, para 68%, em 2005, com perdas que superaram os 2 bilhões de dólares, a segunda maior do mundo (Europa Central/Leste tem 69% de softwares piratas).

A taxa de pirataria caiu em 51 dos 97 países estudados. Os quatro países com as maiores quedas são China (4 pontos percentuais), Rússia (4 pontos percentuais), Ucrânia (6 pontos percentuais) e Marrocos (4 pontos percentuais).

O Vietnã (90%), Zimbabwe (90%), China (86%) e Paquistão (86%) são os países com as maiores taxas de pirataria. Estados Unidos (21%), Nova Zelândia (23%), Áustria (26%) e Finlândia têm as menores taxas de pirataria.

Embora tenham o menor índice de pirataria do mundo, os Estados Unidos registram o meior prejuízo (6,58 bilhões de dólares) por conta do tamanho do mercado. O segundo maior prejuízo com a pirataria de software em 2005 foi verificado na China (3,88 bilhões de dólares) e o terceiro na França (3,19 bilhões de dólares).

Caso a pirataria no Brasil fosse reduzida em dez pontos porcentuais, segundo a BSA, o setor de software teria um ganho de 3,7 bilhõs de dólares e uma arrecadação tributária de 550 milhões de dólares, além de gerar 21 mil empregos no setor de tecnologia. A economia brasileira como um todo ganharia 4,8 bilhões de dólares, calcula a entidade.

Redução tributária

"Manter o índice de pirataria é muito ruim e a indústria de software está trabalhando no limite da sua criatividade para combater o problema", avaliou André de Almeida, coordenador jurídico da BSA, que divulgou a pesquisa na manhã de hoje ao lado da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes).

Almeida criticou a morosidade do poder judiciário no combate à pirataria e reforçou a urgência de melhorias na legislação brasileira para que a punição ao mercado ilegal seja mais eficiente e mais rápida.

"O Estado brasileiro, durante muitos anos, relegou o problema da pirataria à sociedade e isso mudou. No final de 2004, o Estado assumiu sua parcela de culpa neste problema, criando o Conselho Nacional de Combate à Pirataria", comentou o advogado da BSA.

A redução da carga tributária para o setor, que chega a ser de 30% do valor de alguns produtos, é uma das 99 demandas no Plano Nacional de Combate à Pirataria, criado pelo CNCP no ano passado. "Esta questão não é mais jurídica. É política e foi encaminhada pelo Conselho para análise da Secretaria da Fazenda", concluiu.

Veja também:
>Windows Vista: veja como será a interface
>Fotos: exposição une tecnologia e arte
>Fotos: carros que estacionam sozinhos
>Escolha a sua TV LCD ou de plasma
>Veja as novidades do Office 2007
>Laptop barato: modelos de até R$ 3 mil
>Conheça a história do computador
>P2P: entenda a troca de arquivos na web
>P2P: conheça as ferramentas
>26 software grátis imprescindíveis
>Escolha o browser certo para você
>Fotos: 21 produtos da Sony
>Veja o celular mais fino do mundo
>Você já viu fotos do primeiro celular?


OPINIÃO DO LEITOR
Não há comentários para essa notícia
Seja o primeiro a comentar

Top5MAIS LIDAS
DO DIA
Crise: como será 2009?

Crise: como será 2009?

Saiba quais as áreas não vão ser afetadas pela crise global e quais podem ser.

Central da crise econômica

Central da crise econômica

Boas ou más notícias? Acompanhe as principais notícias sobre os efeitos da crise global.

Os executivos e a crise

Os executivos e a crise

Executivos do Google, Apple, IBM, Microsoft e Intel comentam as atuais condições do mercado.

Rede social de comércio

Rede social de comércio

Leilões online já aplicam há tempos os conceitos de redes sociais. Por Stelleo Tolda.

anterior   próxima
Galeria de fotoscarregando...