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20 de abril de 2008

Yahoo é acusado de vender propagandas online em sites com spywares

Por Grant Gross, para o IDG Now!*
Publicada em 04 de maio de 2006 às 19h05
Atualizada em 04 de maio de 2006 às 19h06

Washington - Processo acusa portal de posicionar propagandas em páginas maliciosas e pede indenização de milhões de dólares para anunciantes.

Um advogado e ativista anti-spyware entrou com um processo contra o Yahoo acusando o portal de colocar propagandas camufladas em spywares dentro de sites maliciosos.

Ben Edelman, um pesquisador de segurança online e advogado norte-americano, é um dos profissionais que iniciaram o caso na segunda-feira contra empresas que fazem propaganda no Yahoo, como a Craft by Veronica. O caso acusa o Yahoo e sua subsidiária de venda de anúncios Overture de cobrarem taxas mais altas para propagandas em lugares "Premium", mas colocarem as peças em páginas com spywares ou que tenham seu endereço muito parecido com portais de grande acesso.

A porta-voz do Yahoo não estava imediatamente disponível para comentários.

O processo procura ressarcir o dinheiro pago pelos anunciantes pelos planos "Premium" oferecidos pelo Yahoo, em lugares de alto acesso, como sites pertencentes à Microsoft e à CNN, disse Edelman. Mesmo que o documento do advogado não tenha divulgado uma quantia exata, a indenização poderia chegar a centenas de milhões de dólares, revelou ele.

"Parece que existe muito dinheiro envolvido", avaliou Edelman.

O caso acusa o Yahoo de colocar propaganda em sites pertences à Intermix Media e à Direct Revenue, duas companhias identificadas em um processo, em abril, como distribuidores de spyware e propagandas não solicitadas. Ambas as companhias dividiram as acusações de no promotor geral de Nova York Eliot Spitzer.

Edelman concorda com as acusações de Spitzer sobre as duas companhias. "São software que, pelo menos em algumas vezes, entram em seu computador sem sua permissão", disse ele.

Além disso, o Yahoo posiciona anúncios em sites do tipo "typosquatting", em que hackers registram domínios praticamente idênticos ao de grandes portais ou serviços de e-commerce, com a exceção de uma letra digitada de maneira errada, para ganhar o tráfego de usuários distraídos. Muitos dos sites do tipo, afirma o processo, tinham como única fonte de renda o Yahoo.

*Grant Gross é editor do IDG News Service, em Washington.

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