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19 de setembro de 2009
mercado
Biotecnologia

Biotecnologia: o século das células

Por Maureen McDonough, da Bio-ITWorld, para o IDG Now!*

Publicada em 09 de março de 2006 às 09h10
Atualizada em 09 de março de 2006 às 09h18

São Francisco - Países disputam uma corrida para conquistar uma fatia do lucrativo setor.

Celulas_88x65Se o século 20 foi o século do genoma, então o 21 é da célula. Na corrida para transformar ciência de ponta em lucros, células-tronco parecem ser o cavalo em que todos apostam.

Ninguém quer ficar pra trás, ou pior, perder os lucros prometidos pela ciência de amanhã. É por isso que a União Européia deu um reforço à EuroStemCell – consórcio europeu voltado a pesquisas com células-tronco – de 11,9 milhões de euros em fundos, por quatro anos, e a Califórnia reservou 300 milhões ao ano, durante a próxima década, com a Proposição 71.

Somente nos Estados Unidos, cerca de 4 bilhões de dólares em verba estaduais e privada foram reservados para pesquisas com células-tronco ao longo dos próximos 10 anos, e outros 250 milhões estão em avaliação.

Embora bilhões de dólares estejam sendo dedicados às células-tronco, há uma enorme variedade, tanto nos mecanismos de financiamento quanto nos tipos de pesquisas.

Enquanto algumas companhias focam em células-tronco embrionárias, outras se dedicam às menos polêmicas células-tronco adultas.

E enquanto algumas buscam linhas de células-tronco que podem ser usadas por grandes populações, outras desenvolvem produtos personalizados aos clientes.

Finalmente, algumas companhias do Reino Unido receberam verbas governamentais para investir nas pesquisas. Nos Estados Unidos, a maioria delas conta com verbas de capital de risco.

Pesquisas
Veja o exemplo da Geron, que em 1992, estabeleceu sua sede e principais instalações em Menio Park, Califórnia (EUA), antes do Estado ter se tornado centro da corrida do ouro das células-tronco.

Quando foi fundada, a empresa tinha foco em isolar os códigos genéticos humanos para a telomerase – enzima a que se atribui a capacidade de prolongar a vida celular prevenindo sua morte (apoptose).

Valorizada por seu potencial uso como agente antienvelhecimento e para combate ao câncer, a telomerase compeliu Wall Street a investir nela.

Embora a Geron continue a pesquisar ativamente produtos terapêuticos ligados à telomerase, hoje são seus programas de células-tronco embrionárias que desempenham um papel mais proeminente.

A Geron está buscando atingir o modelo arrasa-quarteirões de produção em massa. “Vamos vender essas células em uma pílula”, disse Thomas Okarma, CEO da Geron.

Os farmacêuticos manterão as células no gelo, prontas para atender a prescrições de pacientes.

Os primeiros testes da empresa com células-tronco podem ser realizados no início do próximo ano, com pacientes com lesões na coluna vertebral.

Contudo, há apenas 11 mil casos de lesão na coluna vertebral por ano, e a Geron pretende migrar depressa para doenças cardíacas e diabetes, onde há uma maior população de pacientes, disse Okarma.

Quanto à origem das células escolhidas, a Geron optou por focar suas energias na variedade embrionária.

“Células-tronco embrionárias são a única plataforma de larga escala disponível”, diz Okarma. “E a escalabilidade é o componente-chave para a produção em massa.”

*(Com informações da Agência Fapesp e Agência Câmara)

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