Empresas de TI são criticadas por apoio à China
Por IDG Now!
Publicada em 02 de fevereiro de 2006 às 08h52
Congresso norte-americano diz que Google, Microsoft, Yahoo e Cisco contrariam princípio de liberdade de expressão dos Estados Unidos.
Membros do Congresso norte-americano criticaram grandes empresas de tecnologia - entre elas Google, Microsoft, Yahoo e Cisco -, por ajudarem a China a censurar a internet, divulgou a imprensa internacional na quarta-feira (01/02).
Uma comissão voltada à discussão dos direitos humanos se reuniu para debater a questão depois que o Google decidiu bloquear termos sensíveis ao governo chinês em suas buscas.
Para os participantes da discussão no Congresso, estas quatro empresas dos Estados Unidos estão colocando os lucros à frente do princípio liberdade de expressão norte-americano.
As quarto companhias também sofreram críticas por não terem comparecido à audiência, de acordo com a BBC.
O Yahoo e a Microsoft se defenderam por meio de uma declaração dizendo que não têm o poder de forçar mudanças em governos.
Seus serviços, eles disseram, já garantiu "muito mais acesso a fontes independentes de informação a centenas de milhões de indivíduos na China".
O governo chinês impõe forte censura ao uso da internet para impedir acesso a conteúdos que façam referências que "ameacem" o regime do país.
O Google adotou bloqueios em seu sistema de busca para atender tais exigências. Já a Microsoft tirou do ar um post em blog que criticava o governo chinês após ter sido orientada a fazê-lo pelas autoridades locais.
O Yahoo é acusado pela organização Repórteres sem Fronteira de fornecer informações ao governo chinês que ajudaram a identificar e condenar a 10 anos de prisão o jornalista Shi Tao, que criticou o desrespeito aos direitos humanos no país.
Em duas semanas, o Congresso terá uma nova audiência, mais formal, à qual representantes das empresas afirmaram que vão comparecer.
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