Tecnologia mede dano do sol à pele
Por IDG Now!
Publicada em 18 de janeiro de 2006 às 16h32
Atualizada em 10 de fevereiro de 2006 às 18h04
Empresa de biotecnologia cria equipamento que identifica o quanto da pele foi danificada por raios ultravioleta e a pré-disposição ao câncer.
Uma empresa norte-americana de biotecnologia, fundada há exatamente um ano por um empresário indiano provindo da indústria de chips, apresentará em fevereiro deste ano uma tecnologia capaz de identificar o quanto a pele de uma pessoa já foi afetada por raios solares ultravioletas - os principais responsáveis pelo surgimento de câncer de pele atualmente.
Com apenas dois flashes de luz branca, uma imagem escaneada, diversos algoritmos matemáticos sofisticados e cinco minutos, o Clarity Pro - da BrighTex Bio-Photonics (BTBP) - consegue identificar qual a porcentagem de rugas existentes em uma determinada parte do rosto, qual a taxa de poros inflamados em uma região e, em uma escala de zero a 50, quanto de sua pele está danificada por raios ultravioletas.
O diagnóstico, segundo a companhia, é construído com base em gráficos tridimensionais, que lembram muito imagens topográficas capturadas com laser.
O Clarity Pro precisa, além dos seus equipamentos de captura de imagens, um computador separado para processar os resultados e exibir o diagnóstico. A configuração mínima necessária é um Pentium III de 500 MHz (ou similar, da AMD), 256 Megabytes de RAM e sistema operacional Windows 2000 ou XP.
Já o hardware fornecido pela própria BTBP lembra muito um equipamento usado por oftalmologistas para medir a percepção de profundidade dos olhos. Com duas fotografias seguidas do rosto, o equipamento captura imagens da derme e subderme, enviando o resultado ao PC para processamento.
O software, então, detecta os diversos tons das dermes, analisa a saúde dos poros (incluindo excesso de oleosidade, presença de bactérias, uma combinação das duas coisas ou até mesmo pior - uma inflamação profunda).
Além disso, o Clarity Pro consegue identificar o tipo de pele do paciente, medir a umidade, elasticidade e danos por raios UV, todos esses fatores determinantes para descobrir como uma pessoa ficará ao envelhecer.
A tecnologia é capaz ainda de reconhecer padrões da pele de uma pessoa adulta, ou a sua "assinatura" (leia-se o quanto ela já foi danificada). Cada padrão identificado é importante para definir o tipo de tratamento - câncer, por exemplo, faz marcas características na pele afetada.
O Clarity Pro ainda não está à venda no mercado norte-americano mas, quando chegar, deve ser comercializado por preços entre 12 mil e 25 mil dólares, dependendo da quantidade de equipamentos adquiridos pelo cliente.
A BTBP estima que, para o paciente, cada consulta deverá custar a partir de 50 dólares e chegar às centenas de dólares, dependendo da extensão de pele que quiser submeter aos exames.
Com a ferramenta, diz a companhia, médicos também poderão recomendar cremes ou cirurgias baseados na condição da pele que examinaram, bem como controlarem a eficácia do tratamento.
Como instrumento de pesquisa, o Clarity Pro também pode ser útil para testar produtos que afirmam ser anti-rugas ou que combatem os sinais de velhice.
Apesar de promissor, a companhia ainda não revela planos de expandir as suas atividades comerciais para outros continentes, como a América do Sul ou Europa. A partir de fevereiro deste ano, porém, norte-americanos já começam a testar a tecnologia para, a partir do segundo semestre, o produto chegar aos mercados da Ásia.
Para conhecer a página da BPBT, clique aqui (em inglês).
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