Mercado ilegal de PCs encolhe pela 1ª vez no Brasil
Por Daniela Braun - IDG Now!
Publicada em 15 de setembro de 2005 às 10h39
Mercado cinza sofre retração de 9 pontos percentuais em relação a dezembro de 2004. Foram vendidos 2,5 milhões de computadores no semestre.
Pela primeira vez em 10 anos, a participação do mercado cinza nas vendas de computadores encolheu no Brasil: passou de 74% em dezembro de 2004, para 65% em agosto, segundo dados da IDC Brasil.
O mercado brasileiro de computadores registrou um volume total de vendas de 2,5 milhões de unidades no primeiro semestre de 2005, o que representa um aumento de 44% em relação ao mesmo período de 2004.
A previsão da IDC é de que, em 2005, sejam vendidos 5,2 milhões de PCs no Brasil, contra um total de 4 milhões registrado no ano passado.
Entre os fatores que levaram ao aumento na venda de computadores e à redução da pirataria estão a atuação da Receita Federal na apreensão de componentes contrabandeados, a MP do Bem, que proporcionou uma redução de 9,25% no tributos - referentes à isenção de PIS e Cofins - para computadores de até 2,5 mil reais, as alternativas de sistemas operacionais - distribuições Linux e Windows Starter Edition - e o câmbio favorável.
A Positivo Informática liderou o mercado brasileiro de desktops no primeiro semestre do ano, com 136,6 mil máquinas vendidas. A empresa é a primeira em vendas no país há três trimestres seguidos.
Os cinco primeiros colocados no ranking de fabricantes de computadores no Brasil são responsáveis hoje por quase 20% do mercado.
No mercado mundial, os líderes são Dell, HP e Lenovo. As vendas globais de PCs devem atingir a casa dos 200 milhões de unidades em 2005, de acordo com a IDC. No ano passado, foram comercializados 160 milhões de computadores no mundo.
No Brasil, a consultoria estima que, em dezembro de 2004, 12,5% dos 43 milhões de domicílios possuíam computadores.
Do total de computadores vendidos hoje no Brasil, apenas 4,2% são notebooks. Essa estatística pode ser explicada pelo valor desses aparelhos que, no Brasil é 2,6 vezes maior que o de um desktop.
Nos Estados Unidos, onde o custo de um laptop é 1,4 vez maior que o de um desktop, 31,4% dos PCs são notebooks.
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