Mercado de software gera US$ 1 trilhão em 2008
Por IDG Now!
Publicada em 16 de junho de 2005 às 14h51
Segundo estimativas do deputado Marcondes Gadelha, o mercado de software deve crescer cerca de onze vezes em comparação com 1997.
O mercado mundial de software deverá movimentar um trilhão de dólares até 2008, algo equivalente a 2,4 trilhões de reais, estimou nesta quinta-feira (16/06) o deputado Marcondes Gadelha (PTB-PB), que participa de um seminário sobre o tema na Câmara dos Deputados, em Brasília.
Segundo ele, o setor, em 1997, movimentava 90 bilhões dólares. O deputado informou também que este é um mercado que apresenta desafios que valem a pena perseguir. "Um desenvolvimento sustentável de 100 bilhões de dólares ao ano", estimou o parlamentar.
Gadelha participa do seminário "Mercado de Software no Brasil: Competitividade, Tecnologia e Efeitos na Balança Comercial", promovido pelo Conselho de Altos Estudos e Avaliação Tecnológica da Câmara.
O evento tem a missão de discutir a tecnologia de produto e de gestão do processo de produção de software nacional, os custos dos insumos, as políticas públicas de fomento, a adequação fiscal e os direitos de propriedade aplicáveis a programas de computador e a serviços de informática.
O deputado, que sugeriu o seminário, quer ouvir dos participantes sugestões de soluções que possam ser implantadas no Brasil e de iniciativas que precisem ser adotadas no Congresso Nacional para alavancar o mercado de software.
Software livre
O presidente do Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI), Sérgio Amadeu que também participa do evento, disse que o Brasil desponta como um dos principais países desenvolvedores de software livre, com participação importante nas comunidades internacionais.
No entanto, segundo Amadeu, o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) não está pronto para financiar o mercado de software, principalmente quando se trata de soluções em software livre.
Isso porque as empresas de desenvolvimento de software não têm patrimônio considerável e não se ajustam às linhas de financiamento, exigências previstas em lei.
Compras governamentais
Já o presidente da empresa de tecnologia Light Infocon, Alexandre Moura, disse que uma das principais medidas que podem ser tomadas já de imediato para estimular o setor de software no Brasil é o setor público comprar os produtos de empresas brasileiras.
Moura citou o exemplo dos Estados Unidos, que se utiliza desse recurso e só compra soluções de software de empresas norte-americanas. Outro exemplo citado pelo palestrante foi o caso da Embraer, que teve de fazer uma fábrica na Flórida (EUA) para vender produtos nos Estados Unidos. "Eles estão errados? Não estão. Nós precisamos fazer o mesmo", disse.
O executivo disse ainda que a principal dificuldade das empresas do setor de software é o estabelecimento de uma "marca Brasil" em tecnologia da informação, o que, segundo ele, elevaria o valor aos produtos vendidos no exterior.
(Primeira versão publicada em 16/06 às 11h56)
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