
Web Marketing
Especialistas do Interactive Advertising Bureau Brasil (IAB Brasil) debatem a mídia online
Publicada em 31 de julho de 2006 às 17h23
Atualizada em 31 de julho de 2006 às 17h31
Opt-ética X opt-spam
Quais os limites entre e-mail marketing e spam? Saiba qual é a opinião de Cícero Tsufa.
Você sabe para que serve o e-mail marketing? Acredite, centenas de empresas que “fazem” e-mail marketing não sabem.
Acompanhando o mundo do e-mail marketing há pouco mais de três anos, tenho visto uma série de ações e atitudes que, eventualmente, me levaram a escrever este artigo. A principal questão envolve a função desempenhada pelo e-mail marketing no mundo de hoje e suas conseqüências.
O e-mail marketing é uma das ferramentas de marketing que mais dá retornos sobre os investimentos das empresas, desde que seja utilizado corretamente. Muitos profissionais sérios de marketing estão vendo isso e iniciando discussões, algumas vezes polêmicas, sobre os assuntos que vou abordar neste artigo. A grande maioria, porém, ainda não sabe como usar o envio de e-mails de forma correta e rentável.
O e-mail marketing hoje é, na maior parte, utilizado como um meio de prospecção de novos clientes. Esse uso levanta sérias questões. Os clientes para quem você estaria enviando e-mails têm de fato interesse na mensagem eletrônica? Eles se sentiriam ofendidos ou prejudicados? A informação trará algum benefício a eles? Em algum momento, foi consentido que lhes fossem enviados tais e-mails? Como foi adquirido o mailing?
Muitas empresas compram mailings, o que é considerado um ato inteiramente legal e ético. É assustador, mas profissionais de marketing direto sabem que é possível até obter listas de órgãos municipais ou estaduais sem maiores complicações. Sem contar, é claro, com as inúmeras empresas que estão tentando “surfar a onda” do comércio de mailings e fazem isso de forma ainda mais ilegal, garimpando e-mails de sites de empresas e de comunidades, como o Orkut.
O e-mail foi, por muito tempo, comparado ao envio de malas diretas. Esta visão, porém, está, aos poucos, mudando para melhor. Hoje, o melhor comparativo seria com a propaganda por fax, já que o cliente gasta tempo de conexão e espaço em disco para receber sua mensagem, isso porque nem estamos levando em conta os custos para as empresas que processam e armazenam estas mensagens antes dos clientes recebê-las.
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