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O blog sobre Search Engine Marketing
13 de Agosto de 2007
O Long Tail e a busca orgânica (SEO)
Deixe-me exemplificar para deixar mais clara esta comum negligência. É comum ouvirmos de clientes e prospects as seguinte frases:
1) “Não precisamos mais de SEO. Nosso site já está otimizado. Estamos na primeira posição para a palavra que melhor descreve o nosso negócio”
2) “Queremos contratar vocês para estarmos em primeiro lugar na palavra câmera digital, o resto pouco importa.”
3) “Temos 10 ótimas palavras-chave que geram 90% do nosso tráfego orgânico. Fizemos um excelente trabalho de otimização”.
É lógico que não podemos ignorar os termos genéricos e de alto tráfego, mas trata-se de uma visão míope desprezar o resto dos termos, ou seja, variações e modificações daquela palavra que o cliente tanto deseja.
Veja o gráfico abaixo e você entenderá melhor o motivo. O eixo Y representa volume de visitas e o eixo X as diferentes palavras que geram trafego para um site. Este eixo X pode (e deve) ser extremamente longo, com milhares de ocorrências de palavras, que individualmente geram poucas visitas.
O “head”, ou seja, a cabeça, é a parte amarela, e a cauda, o tão conhecido “long tail”, está indicado em verde.

Geralmente, em um site bem otimizado, o “head” do gráfico, ou seja, as 10 palavras que mais geram tráfego de buscadores (individualmente), representa de 5% a 35% de toda audiência vinda de busca orgânica.
Na prática, se a sua empresa ignorar o potencial do long tail, ou seja, a soma da audiência de todas as outras palavras que a maioria das pessoas classificam como menos importantes, você estaria perdendo os outros 65% a 95%.
Eu poderia exemplificar isso com dezenas de sites brasileiros, mas com não posso abrir dados de clientes, coloco aqui um único exemplo, que é de minha propriedade: o Portal MapLink, um guia de ruas e rodovias online.

Repare no gráfico abaixo que quase 70% da audiência do portal vem da soma de todos os outros termos (mais de 45.000 palavras diferentes). Os 10 principais termos, entre eles a própria marca MapLink, são importantíssimos, mas juntos só representam 30% da audiência em questão.
E se fizermos um filtro só por variações da palavra mapa/mapas, veremos que existem muito mais buscas de palavras compostas e específicas do que palavras genéricas, ou seja, mais uma vez o tail é bem maior que o head.

A esta altura, se você chegou ao final deste post, você deve estar com um ponto de interrogação gigante flutuando sobre sua cabeça, e peguntando-se: Qual será o tamanho do meu long tail de palavras-chave?
Mas existe um outro fator, ainda mais importante, que fará você correr para os seus relatórios de web analytics ou pedir esta informação rapidamente para alguém da sua empresa: as palavras específicas (do long tail) quase sempre geram uma audiência com tráfego mais qualificado do que as palavras genéricas. Melhor qualificação deste tráfego significa mais tempo gasto no seu site, mais páginas/visita, e mais conversão, sejam leads ou vendas.
Veja o gráfico abaixo, que compara o tempo médio gasto no portal, por palavra-chave.

Pare pra pensar, é meio óbvio. Se você tem um site de e-commerce que vende câmeras digitais, quem está mais próximo de comprar algo no seu site? Uma pessoa que digita “Camera Digital” no Google ou alguém que digitou “camera digital Sony t10 frete grátis”?
Para nossa equipe e nossos clientes, Long Tail em SEO é igual a ouro, sem exagero.
Este conceito de Long Tail e palavras-chave é também aplicável a estratégias de SEM, mas isso já é assunto para um próximo post. Alias, já tem cliente me ligando pedindo para parar de escrever artigos assim. “Tenho medo que meu concorrente leia isso”, diz ele.




