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29 de setembro de 2008
Colunistas
Panorâmica.com
Claudio Ferreira é jornalista de tecnologia e cultura
Publicada em 25 de maio de 2007 às 17h06
Atualizada em 28 de maio de 2007 às 15h14

Blog-se quem puder

Cláudio Ferreira lista nove tipos de blog e blogueiros. Será que você é um deles?

Os números, sempre eles...de acordo com pesquisa do site Technorati, que monitora o universo da blogosfera – sim, existe um termo específico apenas para o ambiente dos blogs –, em abril, o total de blogs quebrou a barreira dos 70 milhões.

É construído 1,4 blog por segundo e são escritas 1,5 milhão de posts por dia, ou seja, 17 posts a cada segundo. Se você leu o parágrafo até aqui, algo como 350 posts já foram publicados. E, nessa enxurrada, a língua portuguesa colabora com 2%, enquanto os recordistas são os japoneses, com 37% de todos os blogs/posts.

Deixando a contabilidade de lado, fica a pergunta, principalmente para aqueles que não possuem um blog, qual a sua função e quem ou para quê eles são feitos? As respostas podem ser tão variadas quanto os grãos de areia da Praia de Copacabana, mas alguns perfis ou mitos associados aos blogs podem ser analisados.

A seguir uma divisão dos tipos de blogs mais comuns e do seu possível público:

Blog como diário – a sua mãe ou a sua avó tinha um livrinho com paginas em branco, uma quase agenda, que ela se dispunha a escrever todo dia e chamava de diário. Esse diário foi transposto para o ambiente web no ano de 1997 com o nome de blog. De lá para cá, mais e mais jovens fazem uso dele. Quem lê: os pais que querem se informar sobre os filhos, amigos/amigas e futuros "prospects" amorosos ou gente invejosa mesmo.

Anonimato nunca mais
– pessoas tímidas ou com um grande desejo de serem notadas montam blogs com informações pessoais, algumas bem mais apimentadas que outras. Quem lê: voyeurs em geral ou a sua mãe, que fica escandalizada.

Diário de viagem – o sujeito fez uma viagem bacana e quer que todos os amigos, inimigos e quem mais se interessar leia sobre a sua trip. Quem realmente lê: namorados/namoradas, ex-namorados/ex-namoradas e alguns familiares.

Sou jornalista, e daí? – como todo jornalista que se preze, o profissional quer se fazer notar, quer opinar até mesmo sobre algo que ele ouviu falar vagamente. Exemplo: massacre étnico na região de Darfur. Em especial, o sujeito que em alguns casos não tem espaço para falar tudo que deseja. Quem lê: os amigos para falar mal dele depois e alguns internautas.

Hora extra – também na categoria jornalista, muitas empresas de comunicação viram que algumas de suas "estrelas" davam Ibope na web ao escrever um blog. Resultado, elas cooptaram ou "pediram delicadamente" para que os blogs de seus profissionais estivessem dentro do site-mãe da empresa. Outros jornalistas, que eram mais resistentes ou céticos, foram "convidados" a montar um blog. Quem lê: internautas em busca de informação diferenciada...mas nem tanto assim.

Quero ser jornalista quando crescer – uma derivação das categorias anteriores. É o cara que pretende transformar o seu blog em uma verdadeira alternativa de informação, mesmo que isso seja bem utópico. Nos Estados Unidos existem exceções, gente que montou verdadeiras redes de informantes, se tornando referência no mundo do cinema e até na política, exercendo de fato um jornalismo alternativo. Quem lê: qualquer pessoa.

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