
O WeShow, serviço de agregação e recomendação de vídeos fundado no Brasil, mas com pretensão de ter sucesso em mercados internacionais, fechou.
A operação, fundada e comandada por Marcos Wettreich, criador do iBest, acumulou durante o pouco mais de um ano de funcionamento um relativo sucesso na América Latina e Espanha, mas viu seu investimento terminar após não atrair nenhum interessado em comprá-la.
Marcos foi procurado pelo IDG Now! para comentar o fechamento, mas, até agora, não respondeu. O IDG Now!, porém, conversou com duas fontes anônimas que tiveram relações próximas com o WeShow durante seu pouco mais de um ano de funcionamento.
Do começo da operação, o WeShow tinha como objetivo claro crescer, atrair audiências e ser vendido. A empresa cumpriu o expediente de receber investimento para começar - foram 6 milhões de dólares, sendo 2 milhões do bolso do próprio Wettreich.
Com o dinheiro, o WeShow montou uma estrutura que contava com editores em 8 países (EUA, Reino Unido, Alemanha, Espanha, França, Japão e China, além do Brasil) responsáveis por indicar quais vídeos seriam mais interessantes para os mercados locais.
O gasto do dinheiro "sem muito planejamento" (a frase é de um dos envolvidos) junto à falta de interesse de eventuais compradores (havia planos para um round B de investimentos de capital de risco em fevereiro, abortados) e alta rotatividade de funcionários secou a fonte financeira do WeShow. "A grana acabou", diz a mesma fonte.
Nota-se pelo gráfico do Alexa que o tal round B de investimento viria na hora em que o WeShow experimentava seu ápice de acesso - a partir daí, o site viu sua audiência minguar.
Wettreich é um dos brasileiros que mais ganharam com a internet comercial no país na época da bolha - somando as vendas da agência digital Mlab e do portal iBest, Marcos acumulou mais de 100 milhões de dólares.
A quantia é menos de um terço dos 365 milhões de dólares que seu xará Marcos de Moraes embolsou ao vender o Zipmail para a PT Multimedia, da Portugal Telecom, em 1999, venda que financiou outros investimentos próprios longe do setor de internet - conhece a cachaça Sagatiba?