01 de Outubro de 2008

Novo marketing deve emocionar os consumidores, diz Seth Godin

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Conectar os consumidores e lhes contar histórias emocionantes para que eles amem seus produtos são as premissas que as empresas devem seguir na era do marketing digital, segundo o autor de mais de 10 best sellers mundiais, Seth Godin.

O segundo palestrante do Digital Age 2.0, que acontece nos dias 1 e 2 de outubro, em São Paulo, defendeu que baixar os preços de produtos não é mais uma eficiente estratégia de marketing. "Dessa forma, seu negócio não crescerá", afirma.

Além disso, na web você não vê jingles e slogans. "É melhor você ter um plano diferente e ouvir a massa para que ela fale sobre seus produtos", diz Godin.

Como exemplo, Godin mencionou o mercado de meias. Elas são necessárias por muitas razões - proteger os pés, afastar cheiros desagradáveis e assim por diante -, mas o sucesso vem pelo que ele chamou de marketing emocional.

"Pense em garotas de 12 anos de idade, que têm muitas roupas. Elas só vão comprar meias se realmente as amarem. O produto será algo que elas mostrarão às outras na escola e darão de presente às amigas", exemplifica Godin, enquanto mostra seu próprio par de meias divertido.

Ou seja, "hoje você vende o que as pessoas querem, e não o que elas precisam", diz Godin. "O marketing precisa aprender com os consumidores. Se eu não amo e me emociono com o seu produto, ele é invisível."

Godin menciona que de nada adianta se você vende um produto sem relação com o consumidor - se ele custa 50 mil dólares e dá muito lucro para a empresa, vale menos a pena do que um que custa 1 mil dólares e têm a vantagem de ter ganho aqueles consumidores por terem construído um relacionamento.

Para reconstruir a pirâmide tradicional de marketing, Godin menciona alguns princípios revolucionários. "Primeiro, quem cobra tanto por um produto não quer chegar ao usuário final. As pessoas compram histórias, compram fatos, e não uma lista de recursos", explica.

A idéia, então, é oferecer um produto ou serviço antes que as pessoas precisem deles. Em seguida, conecte o público. "Um banco se conecta aos seus clientes. O eBay e o PayPal conectam consumidores. Tudo que você precisa é uma boa idéia e uma história interessante para as pessoas te ouvirem."

Um bom lugar para falar com as pessoas são as redes sociais, expõe Godin. "Você não vai resolver o problema criando um espaço no Second Life para sua marca, mas contando uma boa história e criando um movimento nas redes. Veja o exemplo de Barack Obama, que espalhou suas idéias pelo Facebook."

Publicado por Lygia de Luca, às 13h01