26 de Agosto de 2008

MySpace x Facebook: a guerra pela receita social

Para ajudar a entender a entrevista abaixo: você tem a rede social mais popular do mercado digital mais poderoso do mundo e passa bons anos sem qualquer tipo de concorrência séria (ah, Friendster ou Orkut são concorrência?), com o apoio (e a pressão por resultados) do magnata da mídia Rupert Murdoch.

Do nada, uma rede um mês mais velha que a sua começa a ganhar os holofotes da mídia após sua base explodir com a abertura do seu código para aplicações externas. Salpique um investimento da Microsoft, um certo carisma inocente do seu CEO pós-púbere e grande adesão internacional e, pronto: o desbravador MySpace deixa a evidência para o Facebook.

A postura agressiva dos executivos do alto escalão do MySpace (seja na Fast Company, em entrevista para Robert Scoble  ou aqui mesmo no IDG Now!) transparece uma espécie de estupefação: o MySpace ainda tem a maior base nos EUA  (as citações no Twitter demonstradas no gráfico abaixo deixam claro) e, mais importante que tudo, dá dinheiro a ponto de pagar (e bem) suas operações.

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A Fox Interactive Media, divisão dentro da News Corp. onde está o MySpace, teve faturamento de 900 milhões de dólares no segundo trimestre de 2008 - ainda que a empresa não quebre os números, é Amit quem confirma que "grande parte disto" veio do MySpace, não de serviços como Photobucket, IGN e o ótimo (mas pouco lucrativo) Rotten Tomatoes.

O Facebook não fala em balanços financeiros por ser uma empresa fechada (embora existem boatos sobre um IPO nos próximos dois anos) e deixa claro que está se esforçando para tentar transformar a adoção explosiva, principalmente entre usuários internacionais, em fonte de renda.

A novela do Beacon você deve se lembrar - nasceu como uma revolução no marketing especializado, foi queimado por colher dados além do tolerável e expor a intimidade de quem era e, pior, de quem não era inscrito no Facebook.

Hoje, o MySpace vai tanto de anúncios envolvendo a comunidade como da sua plataforma de marketing especializado. Até agora, o Facebook não lhe deu motivo para preocupações financeiras, fora uma eventual aquisição bilionárias. Ainda.

Publicado por Guilherme Felitti, às 15h02