16 de Novembro de 2009

Cuidado com relacionamento é base do sucesso em rede social

Quando o gerente de marketing decide inserir a marca de sua empresa em alguma rede social, ele deve partir de certos preceitos para obter sucesso em sua divulgação. Segundo a professora de MBA e especialista em marketing digital, Martha Gabriel, o responsável pela área deve se focar em estratégias que levem os usuários da rede a conferir as novidades e manter uma interação constante com a empresa. A análise de Martha foi feita durante o Digital Strategies Summit 2009, evento sobre estratégias digitais realizado nesta segunda-feira (16/11), no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. Acertar no conteúdo, na obtenção de recursos que facilitem a visita do internauta, como vídeos nos lugares corretos, links de fácil visualização e exercitar o networking são algumas ideias que propiciam o sucesso nas redes sociais. " É necessário que a empresa desenvolva suas estratégias, escolha as táticas pertinentes para se aproximar do público-alvo determinado. Quando esse passo já tiver sido dado, crie conteúdo, seja relevante, faça suas notícias viajarem pela internet", afirma Martha. A palestrante do painel "Estratégias em redes sociais" chama atenção para o relacionamento. "Deve-se colocar essa questão em primeiro lugar, o resto se encaixará. Por isso, ter ética, educação, saber com quem se relacionar e dar antes de receber farão a diferença". Estratégias para o Twitter " O Twitter mudou a dinâmica da internet. Foi a maior inovação dos últimos cinco anos". Para Martha a rede de microblogs é uma ferramenta a ser experimentada pelas empresas. Claro, com todo cuidado possível e após uma detalhada estratégia de comunicação. Montar um perfil empresarial é completamente diferente de utilizar-se de um comum. Martha destaca o cuidado com as informações inseridas e o acesso aos links interessantes pelo Twitter. Em sua avaliação mensagens erradas fazem com que os seguidores dêem o temido "unfollow".

Sua utilização não deve se perder em questões de cunho pessoal, "lavagem de roupa suja", mensagens seguidas a até abandono de peril. Quanto mais mensagens relevantes e informações sobre a área de atuação da empresa, maior será a chance da operação ser bem sucedida.
Ao criar um perfil voltado para o mercado, o responsável pela comunicação deve ter em mente o alvo dos tweets publicados. A especialista descreve alguns passos a serem dados para o Twitter da empresa. "Conte a história da corporação, bem como sua missão e seus valores. Responda as mensagens com sensibilidade".
Uma dica importante citada por Martha é: tweet durante o horário de pico, é lá que os posts farão sucesso e serão lidos por uma gama de pessoas.


* texto de Juliano Moreira, do IDG Now!

Publicado por robinson.santos, às 15h24

04 de Novembro de 2009

Pesquisa alerta empresas para uso de rede social pela mídia

Além de clientes, funcionários e consumidores, as empresas também devem considerar que a mídia brasileira está na rede social e não apenas para fins pessoais.

Em média, 67% dos profissionais da área, em diversos setores e tipos de mídia, usam as redes sociais com objetivos profissionais e pessoais, destaca uma pesquisa realizada pela agência S2 Comunicação nesta quarta-feira (4/11) .

À medida que as empresas atentarem para este fato, passarão a se preocupar com o que dizem nas redes sociais", afirma José Luiz Schiavoni, diretor-presidente da S2 e atual presidente da rede internacional de agências independentes Public Relations Global Network.

A pesquisa, que envolveu uma amostra de 900 jornalistas preparada pelo estatístico Alisson Salvador, com base no mailing de 50 mil profissionais da empresa Maxpress, mostra que os jornalistas estão usando as redes sociais para trabalhar, fazer pautas, ouvir pessoas e consumidores. "Daqui para frente, os jornalistas tendem a usar o que é discutido nas redes sociais e incorporar em suas reportagens", ressalta Schiavoni.

Pela experiência do executivo, as empresas ainda não atentaram para o fato de que os diálogos e as opiniões presentes nas redes sociais têm sido usados como material de trabalho pelos jornalistas. "Superamos a fase de monitorar e agora temos de interagir", conclui.

De acordo com o estudo, o uso da mídia social apenas para fins profissionais ainda é baixo e varia de 8,42% entre jornalistas das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, a uma média de 12,01% pelos profissionais do Estado de São Paulo, enquanto o uso profissional e pessoal das redes sociais é de 72% e 52,3%, nestas regiões, respectivamente.

Fontes de informação

O Orkut, do Google, mostrou ser uma grande fonte de informação para os jornalistas, sendo mencionado por mais de 40% dos entrevistados, chegando a quase 60% nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O microblog Twitter é o segundo recurso mais utilizado por uma média de 33% dos jornalistas brasileiros - 22,49% nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 43,97% no Estado de São Paulo.

Em terceiro lugar, a rede social Facebook é citada como fonte por uma média de 8,08% dos profissionais (de4,97% na região Sul a 11,49% em São Paulo).

Nesta primeira pesquisa, a qualidade do uso das redes sociais pela imprensa não chegou a ser analisada, mas segundo Schiavoni, a S2 prepara-se para realizar uma análise mais profunda sobre o tema no início de 2010.

Publicado por Daniela Braun, às 19h10

30 de Setembro de 2009

Pix abre concurso para eleger os ‘Melhores da Twittosfera 09’

Está aberta a votação dos finalistas do concurso “Melhores da Twittosfera 09”, organizado pela empresa de diversão digital Pix. Uma comissão julgadora composta por 161 usuários do Twitter indicou livremente - sem múltipla escolha - os cinco perfis que melhor representavam treze categorias.

São elas: Twitter do Ano, Melhor Twitter Fake, Melhor Twittada, Melhor Hashtag, FollowFriday do Ano, Twitteiro mais chato, Twitter Musa, Twitter Muso, Melhor Nome de @, Twitter Fail do Ano, Melhor Twitter Not, Melhor Avatar e Melhor Twitter Fight. Uma breve explicação sobre cada categoria está disponível no site da Pix.

Os usuários terão até o dia 7 de outubro para votar. Os resultados da votação popular serão divulgados durante evento  que será realizado entre os dias 26 e 28 de outubro.

Publicado por Evelin Ribeiro, às 16h59

28 de Setembro de 2009

Anúncios na web recebem mais atenção dos usuários pela manhã

Os usuários de internet dão mais atenção à publicidade no período da manhã. É o que aponta a empresa de publicidade digital Eyeblaster na pesquisa “Atenção do consumidor”.

De acordo com o estudo, o pico de atenção dos internautas a anúncios  se dá às 9h. O horário de almoço é , no entanto, o período em que a interação com as campanhas publicitárias tem maior duração.

O consumidor dispensa, intencionalmente, em média um minuto por dia com publicidade online. Vídeos conquistam quase o dobro da atenção do consumidor, 71 segundos ante 37 das peças sem vídeos.

Quanto ao formato, os anúncios em comunicadores instantâneos obtêm 83 segundos da atenção dos usuários.  Peças de rich media (que integram vídeos, áudios e animações gráficas) têm 73 segundos de audiência, enquanto banners atingem 59 segundos e skycrapers (anúncios animados geralmente maiores que um banner comum), 37 segundos.

O estudo foi realizado a partir de uma amostra isolada de 42 bilhões de interações nos diversos formatos, no mundo inteiro, entre setembro de 2008 e março deste ano.

Publicado por Evelin Ribeiro, às 12h07

22 de Setembro de 2009

Facebook e Nielsen lançam serviço que mede retorno de anúncios

A rede social Facebook e a consultoria Nielsen anunciaram na segunda-feira (21/9) uma aliança que promete acabar com um grande problema de muitas companhias que têm dúvidas sobre investir ou não em redes sociais: a dificuldade de medir o retorno de seus investimentos.

Com a parceria estratégica que deve durar alguns anos, o novo produto será chamado "BrandLift" e vai medir os votos dos usuários do Facebook conforme eles vêem anúncios na rede social.

Poucos detalhes foram revelados sobre a ferramenta. Em comunicado, a Nielsen afirmou que as “enquetes” na página inicial do Facebook pretendem medir os sentimentos do público em relação aos anúncios, como a lembrança da propaganda, a associação da mensagem, da marca e o retorno em compras.

Citando dados da empresa de métricas online comScore, o blog All Things Digital, do jornal The Wall Street Journal destaca que, em julho, o Facebook registrou 9,1% de participação em banners visualizados na internet norte-americana - contra 6,8% em janeiro deste ano. O alcance coloca a rede social em segundo lugar atrás do Yahoo e à frente de empresas como Microsoft e AOL, que registraram 5,7% e 3,6% de participação neste segmento, respectivamente.

Por enquanto, o Nielsen BrandLift é parte da parceria com o Facebook, mas o produto será expandido para outros sites, disse o presidente da Nielsen Online, John Burbank, ao blog da CNET. O executivo não confirmou os rumores de que o serviço seria expandido para os demais sites participantes do programa Facebook Connect.

Publicado por Daniela Braun, às 10h22

21 de Setembro de 2009

Agência digital gaúcha cria "outdoor wi-fi"

outdoor rande.jpg

                                              "Outdoor wi-fi" está instalado em Porto Alegre

A agência digital gaúcha W3haus resolveu divulgar seu trabalho de uma maneira inusitada. A empresa instalou em Porto Alegre (RS) um outdoor wi-fi. A invenção funciona da seguinte forma: as pessoas que estiverem a um raio de até 50 metros da peça publicitária poderão navegar na internet de seus computadores ou celulares com acesso à rede. E de graça.

A ideia surgiu da tentativa de divulgar a marca da agência por meio de uma peça publicitária tradicional "com conteúdo". O outdoor wi-fi está instalado na avenida Independência, uma das mais conhecidas da cidade, mas pode ser levado para outras localidades da capital gaúcha nas próximas semanas.

A W3haus foi fundada no ano 2000 e, além da sede em Porto Alegre, possui escritórios em São Paulo e Londres. A empresa possui cerca de 70 profissionais. Entre seus clientes estão Lojas Renner, Petrobras, Grendene , Turner, Tramontina, Dell Anno e Grêmio.

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Publicado por clayton.melo, às 11h14

08 de Setembro de 2009

Publicidade em vídeos online ganha fôlego no Reino Unido, aponta pesquisa

Anúncios em vídeos online devem ganhar fôlego com o crescimento de conteúdos profissionais e da audiência, destaca uma pesquisa da Web TV Enterprise, que gerencia uma rede de publicidade em vídeos no Reino Unido.

Entre os profissionais de mídia entrevistados no país, 97% esperam aumentar suas verbas publicitárias em vídeos sob demanda, nos próximos 12 meses. Destes, mais da metade (54%) pretendem elevar suas verbas em 50%.

"Esperamos que a busca por vídeos sob demanda seja mais forte entre compradores de mídia na TV", afirma o diretor da Web TV Enterprise, Jamie Estrin. Entre os profissionais entrevistados, 67% disseram que o trabalho de marca é a principal razão para o investimento em vídeos, enquanto 3% afirmaram que estão mais interessados em ter retornos diretos com suas campanhas. Os 30% restantes disseram que buscam um pouco dos dois resultados com suas ações no segmento.

Desafios
Entre as principais barreiras para elevar os investimentos em vídeos sob demanda, 10% dos profissionais de mídia apontam o período mais curto de duração dos anúncios - o prazo recomendado pelo Internet Advertising Bureau do Reino Unido é de 10 segundos.

Para 24% dos respondentes ainda há poucas pesquisas sobre o impacto das campanhas nesta mídia, enquanto 31% afirmam que os vídeos online exigem métricas mais adequadas.

De acordo com a análise, embora os dados sobre a audiência online sejam mais precisos em relação a outras mídias, há poucos sistemas de medição de audiência de vídeos em relação aos oferecidos por grupos de TV.

Publicado por Daniela Braun, às 18h38

01 de Setembro de 2009

Mídia deve investir em pesquisa tecnológica, afirma professor

pod-midiasdig-88.jpgQue tal criar um microblog específico para coberturas jornalísticas no Brasil? Esta é uma das hipóteses citadas pelo professor do programa de pós-graduação da Fundação Cásper Líbero e coordenador da Rede de Pesquisa Aplicada Jornalismo e Tecnologias Digitais da SPBjor, Walter Teixeira Lima Júnior, em entrevista ao Podcast IDG Now!  Ele analisa os novos modelos de negócios que podem ser adotados pela mídia brasileira.

A entrevista com o professor dá continuidade a um debate realizado no evento Digital Age 2.0, na última quinta-feira (27/8).  Durante o painel, representantes dos principais grupos de mídia do País discutiram o antagonismo entre o que chamaram de "mídia clássica" e meios digitais.

Mais do que consumir ferramentas e modelos internacionais, na avaliação de Lima Júnior, os grupos brasileiros de conteúdo devem investir em centros de inovação tecnológica, experimentando diferentes plataformas de acordo com o formato do conteúdo a ser oferecido. “O ser humano não consome ‘mídia digital’ ou ‘tradicional’. Ele escolhe a informação de maior valor para ele (...) e busca a informação onde o suporte for melhor”, afirma o professor.

Ouça o Podcast IDG Now! com o professor Walter Lima Júnior
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Publicado por Daniela Braun, às 07h00

31 de Agosto de 2009

Veja resumo dos debates do Digital Age 2.0

Um dos fundadores do portal de vídeos mais popular do mundo afirma que a TV está com os dias contados. Diz também que sua empresa dividirá receitas com os responsáveis pelas obras de maior audiência e que o serviço será reformulado. O empreendedor de uma loja virtual - cujas vendas superaram a marca de um bilhão de dólares em 2008  - defende a busca da felicidade, enquanto o quinto blogueiro da área de marketing digital mais respeitado do mundo diz que as redes sociais vão tornar o serviço de 0800 uma peça de museu.

O que essas três histórias têm em comum? Frutos de discussões travadas no Digital Age 2.0, conferência sobre marketing e negócios digitais realizada na semana passada, em São Paulo, os relatos são exemplos de que a tecnologia digital  modificou as relações comerciais e de consumo.
Se prestarmos um pouco mais de atenção, no entanto, poderemos ver que suas lições extrapolam o campo dos negócios: os casos citados indicam que floresce diante de nossos olhos uma nova cultura, que, por meio das redes, cresce apoiada nos princípios da colaboração e do compartilhamento – em última instância, moldam-se a partir da inteligência coletiva.

Analisados em conjunto, os painéis, debates e entrevistas do Digital Age 2.0 permitem compreender melhor como essa cultura digital se manifesta na gestão dos negócios, estratégias de comunicação e no relacionamento entre marcas e consumidores. Possibilitam ver também que, embora deslumbrante, a tecnologia digital por si só não quer dizer nada se não for utilizada em prol do ser humano.

A felicidade digital

A relação entre tecnologia e bem-estar foi o centro da apresentação do presidente da loja virtual Zappos.com, Tony Hsieh. Responsável por uma das palestras mais comentadas do evento, Hsieh destacou a importância de transparência nas relações e o compartilhamento dos valores da empresa com os colaboradores. “Enviei um e-mail, em 2005, perguntando aos nossos funcionários quais, na opinião deles, deveriam ser nossos valores”, contou o executivo.

A estratégia da companhia - de valorizar o aspecto humano mais do que as ferramentas digitais - fica clara quando Hsieh destaca que o objetivo da Zappos.com é criar um sentimento “wow” entre seus clientes. Por "wow" , o empresário se refere à capacidade de surpreender o consumidor.  “Ocasionalmente, até  direcionamos as pessoas para sites de rivais”, revela.

Esse mesmo princípio norteia a estratégia da empresa de oferecer aos recém-contratados dois mil dólares para que desistam do emprego. Se recusarem o dinheiro e optarem pela vaga, demonstram que estão em sintonia com os valores da Zappos.com. Em 2007, 3% aceitaram a oferta financeira, enquanto em 2008 o número baixou para 1%, segundo Hsieh.

Marketing digital

A questão da transparência nas relações e na comunicação também foi o alvo da apresentação do vice-presidente da Edelman Digital, Steve Rubel. Por meio de videoconferência, ele afirmou que a interação ágil com o cliente é uma das cinco tendências para o mercado digital. “As pessoas estão usando as ferramentas digitais porque querem ser ouvidas. Temos uma geração inteira que não usará um serviço '0800' para relatar seu problema”, diz Rubel, cujo blog, Micro Persuasion, está em quinto lugar na lista Power 150 da revista americana Advertising Age. A relação mostra os blogs mais influentes em marketing e negócios. Para garantir o sucesso, é preciso se preparar para ações rápidas na rede. O executivo cita o perfil do provedor norte-americano Comcast, no serviço de microblog Twitter, como eficiente na busca por  interatividade - por  meio do microblog, os clientes são atendidos individualmente.
As empresas e as redes sociais


Se podem ser eficientes para o relacionamento com consumidores, as redes sociais também são ótimos canais para a descoberta de talentos para as empresas, apontou o diretor de marketing e comunicação da IBM, Mauro Segura. Para ele, as empresas devem usar as mídias sociais para aproveitar o conhecimento de seus funcionários. 

O executivo disse que “é ridículo o controle da comunicação interna dentro da empresa, pois ela já acontece independentemente da rede social”. Ao impedir o acesso a blogs e a outras plataformas sociais, a companhia negligencia a capacidade de mobilização e colaboração dos funcionários.
“As pessoas se unem para tratar de um assunto que lhes interessa. Um blog surge facilmente. Assim, é possível descobrir talentos, algo que antes a empresa não conseguia identificar, porque as pessoas estavam dispersas”, afirmou Segura.

Publicidade na internet

Outro aspecto amplamente discutido no Digital Age 2.0 foi a propaganda na internet. Influenciada pelas mídias sociais, que deram ao consumidor a possibilidade de produzir conteúdo e interagir com outras pessoas, a publicidade tem a necessidade de se reinventar no ambiente digital.
Assim, as agências passam a valorizar mais a interação com os usuários, conforme observou o gerente-geral da agência Ogilvy Interactive, Michel Lent. E os anunciantes precisam atentar para o fato de que o excesso de métricas nem sempre é capaz de demonstrar a efetividade da campanha, na opinião do diretor de marketing da Samsung, Carlos Werner.

Em meio ao arsenal de métricas, deve-se olhar com lupa os dados que medem a atenção dedicada pelos usuários a uma determinada peça publicitária, pontuou o diretor de publicidade e marketing de relacionamento da Fiat, João Batista Ciaco.

Esqueça o clique

No quesito mensuração de resultados, o presidente do conselho e cofundador da empresa internacional de pesquisa sobre o meio digital comScore, Gian Fulgoni, defendeu um ponto de vista polêmico. “Esqueça o clique: ele lhe dará mais problemas do que soluções. Ainda que a taxa de cliques seja baixa, o impacto da publicidade display, como banners, é grande em médio prazo", afirmou. A taxa de cliques é um dos dados mais observados na mensuração de resultados de campanhas na web.

Usar apenas os cliques como parâmetro, disse Fulgoni, significa esbarrar em problemas apontados por dados da comScore, como o fato que poucos usuários (16%) representam a maioria dos cliques (60%). Demograficamente, esse grupo também se destaca por ser jovem e sem fonte de receita constante, tipo de público que anunciantes não almejam, diz ele. 

Crise da mídia

Mediado pela professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo, Beth Saad, o painel “A crise da mídia tradicional. Quem vai publicar as notícias que vão alimentar a conversa?” colocou no centro do debate o futuro das empresas de comunicação.
Em sua apresentação, Beth apontou que o sistema tradicional de mídia trabalha com a informação empacotada e distribuída para canais muito bem definidos - jornais, revistas, TVs e rádio. Mas o contexto da comunicação muda radicalmente no ambiente digital, especialmente em razão das redes sociais – com seu fluxo infinito de dados e a interação de todos com todos.

O reflexo disso é que as companhias do setor se veem diante de questões ainda não respondidas. São elas: qual a melhor forma de apresentar o conteúdo nos canais digitais, como trabalhar com a informação em fluxo e - eis a pergunta que atormenta os executivos de mídia - como gerar receita no meio digital de modo a sustentar os negócios. “A mídia tradicional sempre lidou com a informação formatada e um ritmo de informação sistematizado. Esse modelo mudou com as redes sociais”, disse Beth Saad.

“O modelo baseado na geração de fluxo - o digital - não é o mesmo daquele que se escora no tráfego e na audiência, que é o da mídia tradicional. Por enquanto, esses dois sistemas devem conviver no mercado”, completa. “Mas é preciso saber quem vai pagar a conta pela produção de conteúdo daqui para frente. Além disso, as companhias de mídia devem entender como funcionam as redes sociais e o que fazer com elas”, afirmou a professora da ECA.

YouTube

Um dos frutos da web 2.0 que mais incomodam as organizações da chamada mídia tradicional, como as TVs e os estúdios de cinema, o YouTube foi representado no Digital Age 2.0 por um de seus fundadores, o norte-americano Chad Hurley.

O empresário sabe muito bem que os grandes produtores de conteúdo audiovisual veem o YouTube como uma ameaça. Com um boa dose de ironia, ele avisa que o foco da artilharia deveria ser  outro. “Não é o YouTube que matará a TV, mas sim a internet”, afirmou durante entrevista com a presidente e publisher do Now!Digital Business, Sílvia Bassi, e o diretor de redação da editora, Ralphe Manzoni Jr.

No bate-papo, Hurley contou que a companhia tem planos de explorar novos modelos de peças publicitárias. As inovações terão como premissa a divisão da receita com a comunidade responsável por vídeos que façam sucesso na rede. Trata-se de uma forma de "estimular a criação de bom conteúdo", disse Hurley.

O YouTube também trabalha para aumentar a sociabilidade entre seus usuários, com recursos que permitam mostrar, em tempo real, o que amigos estão assistindo. Um novo desenho para o site está em fase de preparação.

“Nos próximos meses, o YouTube se tornará uma experiência mais limpa e centrada no vídeo. Mudamos o header recentemente. O site é poluído. Pressiono muito os designers em relação a isso", afirmou esse jovem empresário de 32 anos que não vê TV e passa parte de seu tempo livre assistindo a vídeos divertidos na web. No YouTube, é claro.   
Por Clayton Melo, editor-executivo do IDG Now!

Publicado por clayton.melo, às 07h00

28 de Agosto de 2009

Digital Age 2.0 2009: apresentações do segundo dia estão disponíveis

No dia 28 de agosto, o Digital Age 2.0 2009, conferência sobre marketing e negócios no meio digital realizada em São Paulo, contou com palestras de Steve Rubel, vice-presidente da Edelman Digital e autor do blog Micropersuasion.com; Gian Fulgoni, presidente e cofundador da comScore; Beth Saad, professora da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP); e Joe Crump, vice-presidente da agência Razorfish.

> Palestras do 1º dia do Digital Age 2.0
> As 10 melhores frases do evento

Faça abaixo o download das apresentações das palestras do segundo dia do evento.

> Para onde a tecnologia digital vai levar o marketing?

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> Como a publicidade online realmente funciona

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> Virando a mesa das métricas. O valor da audiência, muito além do clique

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> A crise da mídia tradicional. Quem vai publicar as notícias?

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> Obama.com e você: o que a eleição do primeiro presidente digital dos EUA significa?
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Publicado por Pedro Marques, às 15h46