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05 de setembro de 2008
Colunistas
Global Mídia
Antônio Rosa é presidente da Dainet e especializado em Mídia, Internet e Marketing
Publicada em 02 de outubro de 2006 às 19h11
Atualizada em 16 de janeiro de 2007 às 17h07

A era do vídeo sob demanda

Enquanto todos falam do YouTube, o IPTV pode mudar as emissoras de televisão. Por Antonio Rosa.

De fato vivemos dias complexos na comunicação e as recentes informações ampliam ainda mais esta percepção. Tudo por causa da convergência da mídia com a tecnologia. Se no passado imaginávamos que a internet poderia invadir as operações de mídia, agora não resta mais nenhuma dúvida.

Quando as gravadoras começaram a gritar contra as possibilidades do avanço do MP3, muita gente não entendeu esta posição, pois as informações davam conta de ser inexorável o avanço desta tecnologia.

Deu no que deu, hoje o iTunes, da Apple, e o advento do iPod em apenas três anos conseguiram levantar bilhões de dólares, demonstrando efetivamente que você pode e deve se aliar à tecnologia.

O mesmo aconteceu com o setor da fotografia, hoje praticamente temos um mercado em amplo desenvolvimento, totalmente apoiado na fotografia digital. Poucas empresas que participavam do setor conseguiram acompanhar a digitalização, abrindo a perspectiva para diversos e novos concorrentes, caso da HP e Sony.

Ambos os mercados foram viabilizados pelo advento da internet e da digitalização dos equipamentos. Nota-se uma obviedade: são produtos e serviços globais, não permitindo ações regionais, ou tecnologia proprietária exclusiva.

Bem, agora vamos falar sobre o setor da mídia televisiva. Muitas pessoas imaginam que conseguirão impedir o avanço das tecnologias de vídeo, como a que já ocorreu com o áudio e a fotografia. Na minha visão, esta será a monumental e definitiva transformação da televisão, entrando na era da digitalização.

Recentemente, temos ouvido falar bastante sobre o site YouTube: deu até na capa da Veja, o que caracteriza o fenômeno do negócio, que basicamente permite o acesso a diversos vídeos do mundo, apenas necessitando de acesso à web e obtendo 100 milhões de acesso diários.

Neste contexto, fica mais do que evidente, o desejo das pessoas em entrarem na era do vídeo on-demand e na ampliação da oferta de canais. Mas o YouTube não é um caso isolado, talvez ele já represente o setor, assim como o iPod, mas grandes concorrentes também estão no jogo da distribuição de vídeo pela internet, caso do MySpace, do grupo News Corp, de Rupert Murdock.

Agora prestem muita atenção, estamos no limiar do lançamento da IPTV, que é uma revolução tecnológica muito semelhante ao MP3 e da foto digita.

O sistema, já lançado mundialmente, e que terá negócios globais já a partir de 2007, trás consigo enormes facilidades no acesso: da tela do computador, os us usuários poderão acessar sites de vídeo.

O negócio do IPTV é ligar uma banda larga de internet, como um ADSL ou cable, diretamente do modem ao aparelho de TV, viabilizando diversos canais de televisão, nos quais os telespectadores poderão, pela internet, assistir aos seus programas preferidos, inclusive por demanda.

A RedeTV dará em novembro próximo um primeiro passo nas transmissões de sua programação pela internet e sem custos aos usuários e com qualidade idêntica a da televisão convencional atualmente, usando uma tecnologia de ponta na compressão de vídeo, chamada H264, trazendo resolução maior do que o YouTube, por exemplo.

As imagens poderão ocupar a tela inteira do computador e não apenas as “janelinhas” disponíveis hoje. O serviço vai se chamar “RedeTV! On Demand” e permitirá ao usuário acesso aos arquivos dos programas da emissora. Em 2007, a emissora, com a chegada do IPTV, ira disponibilizar toda sua programação e arquivos desde 1999.

Para finalizar, lembre-se mais uma vez da foto e do áudio. Agora reflita: você não acha que o mesmo poderá ocorrer com o vídeo?

Antônio Rosa é presidente da Dainet, consultoria especializada em Mídia, Internet e Marketing. E-mail: arosa@dainet.com.br .

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