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06 de Fevereiro de 2007

Devo fazer meu site inteiro em Flash?

Adobe Flash, que já foi Macromedia Flash, Future Splash Animator e Smart Sketch, evolui desde 1993 quando sua história começou. Ele era usado principalmente para fazer animações e seu funcionamento é semelhante à outras tecnologias existentes.

Você produz a animação, jogo ou aplicação em um poderoso IDE (ambiente integrado de desenvolvimento) que é o próprio Flash. O encarregado pela execução nos micros e outros dispositivos é o Flash Player (virtual machine), que tem sua versão standalone, que pode ser embutido também em um arquivo ou, que é executado por plugins instalados nos browsers.

O IDE do Flash é um dos ambientes mais bem resolvidos e agradáveis para se trabalhar e a quantidade de recursos existentes o transformou em uma poderosa ferramenta de criação de aplicações completas. Muito longe de produzir apenas simples animações, hoje é possível fazer sistemas inteiros inclusive com streaming de vídeo, compartilhamento de componentes e reutilização de códigos.

Com todo esse poder em mãos e um aliado fortíssimo que é a quantidade de usuários que tem o plugin instalado em seu micro, surge a dúvida que é tema de mega discussões na web. Devemos fazer sites inteiros em Flash?

Bem, a pergunta gera discussão óbviamente porque não tem uma resposta simples e direta. Eu costumo dizer que você deve fazer seu site do jeito que achar melhor e mais fácil, desde que o resultado seja excelente e que, principalmente, você tenha cuidados com acessibilidade, usabilidade e performance.

Um problema que deveria ser a principal preocupação de quem trabalha com essa tecnologia é o fato dos sites produzidos serem extremamente difíceis de serem indexados pelos mecanismos de busca. Na verdade, pensar dessa forma chega a ser um erro pois é totlamente possível contornar esse tipo de problema usando técnicas de CSS, XHTML e carregamento dinâmico de conteúdo.

Um outro tipo de problema é a acessibilidade. Imagine que o site que você produziu está sendo visitado por um deficiente visual que usa para navegação um programa que lê o HTML da página. Se no HTML você simplesmente colocar uma chamada para o swf, o programa não irá ler nada.

Neste caso você precisa, ou melhor, deve, além da chamada para o Flash, colocar o conteúdo em XHTML de forma oculta. Isso faz com que o deficiente visual consiga tirar algum proveito do seu site e ainda, permite que os mecanismos de busca achem e indexem seu conteúdo. Não esqueça também de tomar cuidados com a navegação, lembrando dos botões de voltar a avançar dos navegadores.

A conclusão é: use desde que você tome os devidos cuidados para que seu site seja acessível por tudo e por todos e que você realmente faça com que a experiência do visitante seja muito melhor do que se fosse produzido com HTML ou outra tecnologia.

Publicado por Rodrigo Leme às 11h07

Flash

O software é fantástico para criação de material de mídia profissional, seja para filmes ou apenas imagens. Mas ainda sou do time que não vê, desenvolver um site inteiro em Flash, como algo benéfico, inclusive porque na minha opinião deixa o site muito pesado visualmente. Não se vê no mercado hoje um jornal feito em Flash. Ficaria extremamente cansativo para navegar, já para uma empresa que monta um cátalogo de produtos que fabrica é perfeitamente normal.

Fábio
13-02-2007 11:04

Acessibilidade

É importante ressaltar que no quesito acessibilidade, usuários do SO GNU/Linux, costumam estar em desvantagem, visto que, versões de players novos para GNU/Linux costumam demorar mais para serem lançadas.
Além disso, nem sempre são compatíveis com todos os recursos!

Andre
20-03-2007 16:16