20 de Janeiro de 2009

A maçaroca sonora do Campus Party

No meio de uma palestra, o som de outra vizinha vaza escandalosamente a ponto de interromper o debate que você acompanha. Caso raro? Nem um pouco na Campus Party Brasil 2009.

No primeiro dia com palestras e eventos espalhados por todas as instalações, nota-se claramente como o problema de isolamento acústico, que já havia atrapalhado a primeira Campus Party, piorou. Muito.

Primeiro exemplo: durante o debate sobre a influência de mídias sociais na publicações, conduzido no Campus Blog, a discussão teve de ser interrompida para que um anúncio oficial fosse feito no palco principal, onde o cartunista Hugh MacLeod falaria.

Até então, já era difícil acompanhar o debate pela competição que os palestrantes travavam com a palestra no Campus Vídeo.

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Segundo exemplo: Ricardo Noblat responde a uma platéia seleta sobre os impactos que seu blog - hospedado atualmente no site do jornal O Globo - teve na maneira como conduziu sua carreira jornalística. Noblat fala muito por natureza e vai encadeando um assunto no outro.

De novo, no palco principal, um urro longo e fino interrompe a palestra. Próximo ao tempo máximo estipulado, o mediador encerra o encontro.

A acústica da Campus Party Brasil 2009 simplesmente não existe. Andar nos corredores significa que duas ou três palestras chegarão simultaneamente ao seu ouvido, quando não há o barulho constante da chuva batendo no telhado metálico ou um grupo de campuseiros gritando.

Já confirmada até 2011, a Campus Party Brasil já ganhou outro item no kit de equipamentos básicos: um fone de ouvido almofadado ou plugs para orelhas. Não há sanidade que resista à maçaroca sonora do evento.

A organização admite que já considerou o problema, mas afirma que não vê a possibilidade de colocar paredes no pavilhão para não prejudicar o que chamou de mobilidade dos campuseiros entre os diferentes eventos.

Futuras edições, porém, poderão ter um espaçamento maior entre as áreas de debate para evitar o problema tão constante na edição deste ano.

Publicado por Guilherme Felitti, às 21h15