14 de Fevereiro de 2008

Mulheres discutem presença em tecnologia e na Campus

O Radar Cultura promoveu, na tarde desta quinta-feira (14/02), um debate sobre a presença das mulheres em tecnologia e na Campus Party. O público feminino da Campus Party equivale a 22% do total - número alto diante a média de eventos tecnológicos. A questão do preconceito, claro, foi a abordagem principal.

"Os homens se acham mais habilidosos na robótica, por exemplo", diz Máyra Lessa, estudante de Engenharia Mecatrônica, de 16 anos. Ela, que é integrante do projeto que criou o robô que cospe bolinhas de ping pong, conta que, quando montava algo na Campus, alguém do sexo masculino pediu "para conferir se estava certo". Este não acredita em habilidades femininas, definitivamente.

A também estudante de Mecatrônica Juliana Salgado disse que seu pai a incentivou a ser campuseira, mas lembra o comportamento arredio de alguns professores do seu curso. "Eles eram muito ásperos com as únicas duas mulheres". Porém, ela revela um efeito reverso. "Fui motivada pelo jeito machista dele".

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Sejam eles com ou sem defeitos, incentivadores ou desconfiados, não há problemas de diálogo nesta festa. Todas concordam que a relação está ótima -  na fila para jogar Kick Ass Kung Fu, por exemplo, as mulheres são definitivamente minoria, mas são bem tratadas, segundo Juliana.

A criadora de conteúdo para web, Marina Iemini Atoji, brinca que nos stands, ao contrário do público da Campus Party, tem mulher demais. "Falta homem!". Ah, estas mulheres...

Publicado por Lygia de Luca, às 17h01