14 de Fevereiro de 2008

A realidade da festa à fantasia

Na real, o que rolou: a tal festa à fantasia se apresentava como potencialmente interessante. Participantes desfilavam até o refeitório fantasiados, enquanto as muitas crianças da Campus Party Brasil saracoteavam pelos corredores vestidas de princesas, Peter Pan e outras coisinhas que te fazem torcer o pescoço e murmurar.

O som seria livre - nada de Umbrella ou Macarena atormentando os ouvidos. Apenas sons desconhecidos livres da praga do direito autoral (modo trotskista off) para embalar campuseiros ávidos por boa diversão com desconhecidos.

Mas a decepção tem dos seus encantos. Da oficina de DJs, por onde passou Ganjaman na segunda, começaram os primeiros beats, meio despretenciosos. Jornalistas trabalhavam alheios no aquário quando declarou-se aberta a bendita festa.

Sem crianças. Sem tantos participantes que desfilavam pelos corredores. Fez-se um círculo (lembra das festas de 14 anos?), onde alguns bravos (ou bêbabos) arriscavam passos enquanto uma relação muito maior de presentes empunhavam câmeras e celulares para registrar o momento.

festa_fantasoia
No meio da roda, a presença garantida  do triste Tux e de Marcelo Branco, diretor-geral da Campus Party Brasil. Alguns saíam da massa, arriscavam passos de hip hop ou balançavam os braços no meio da roda. Orgasmo dos flashes. Tux volta à roda e a comunidade saúda sua volta aos gritos.

danca
A alguns metros, uma palestra reúne participantes sérios. Aprendem sobre como melhorar o PC para rodar games. Já passa da meia noite. Tux sai da roda, amassa uma garrafa d´água dentro do bico pra que atinja sua boca humana, antes de se ajoelhar para dançar com uma solitária criança, com um chapéu colorido na cabeça.

tux_crianca
Uma hora depois, acaba o batidão e o dub leva às pessoas a se dividirem em rodinhas, onde falam alto entre si e se movimentam o suficiente para que a filmagem das câmeras não fiquem tremidas. Um grupo de campuseiros saiu para comprar cerveja e lasanha (mistura bastante insólita pra uma festa).

No MSN, um amigo me afirma que, se fosse virtual, a galera se soltava. É aí que eu teria REALMENTE medo.

Publicado por Guilherme Felitti, às 00h02