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03 de Abril de 2007
Uma conversa com Mr. Orkut sobre seus hobbies e problemas do Orkut
Orkut Buyukkokten, 32 anos, criador da mais popular rede social brasileira, é uma celebridade no Brasil. Em uma conversa, há pouco com jornalistas, ficamos sabendo que é reconhecido nas ruas.
Descobrimos também que ele gosta de jogar tênis, faz academia três vezes por semana, dança e adora ler.
Em sua visita ao Brasil, o Sr.Orkut, além de dar palestras em universidades e participar de grupos de discussão com usuários brasileiros, visitou o Pão de Açúcar, Cristo Redentor, Maracanã, voou de asa delta e foi até Búzios, na primeira escala de sua viagem.
> Veja fotos de Orkut no Brasil
Mas a rede social criada por ele, que tem 49,2 milhões de pessoas cadastradas, 27,5 milhões deles brasileiros (56% deste universo), gera mais dores de cabeça do que dinheiro para o Google.
Qual o modelo de negócios do Orkut? E de que forma esta rede social, assim como todas as outras, lida com as questões éticas destas comunidades?
“As redes sociais são um espelho da sociedade”, argumenta Orkut. Como na sociedade, há pessoas boas e más. Mas estas últimas são a minoria, acredita. E o Google está desenvolvendo ferramentas para reduzir a exposição dos participantes das comunidades, assim como para melhorar a comunicação com as autoridades em casos de crimes.
Sobre modelos de negócios, o Google parece ainda não ter um para o Orkut. Mas está dando os primeiros passos para começar a ganhar dinheiro com a popular rede social.
A primeira experiência foi o envio de torpedos, mensagens de texto para celular, dos recados. A segunda, que começou há poucas semanas, foi a inclusão de links patrocinados, principal fonte de receita do Google, nas comunidades do Orkut.
“Estamos testando para saber a reação dos usuários”, declarou Orkut. Resultados? “Ainda é muito cedo para avaliar”.
Com 600 amigos na sua rede do Orkut, Mr. Orkut, vestido com estilo e de forma informal, como manda o figurino do Google, precisa urgentemente pensar em uma forma de monetizar sua idéia e de aperfeiçoar os mecanismos, assim como toda sociedade e estado de direito, de punir as “pessoas más”.
Afinal, se o Orkut é um reflexo da sociedade, como disse, precisa ter regras claras, como toda sociedade democrática.
O que você acha do Orkut? Dê sua opinião.
