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14 de Março de 2007
A Web 2.0 brasileira e a cor do dinheiro
O investimento de capital de risco na rede social Via6, a mesma que faz o Rec6, um site no estilo do Digg, pela Confrapar, é o primeiro do gênero em uma empresa de Web 2.0 brasileira.
Valores não foram revelados, embora não devam ser altos. No entanto, o aporte é um marco na Web 2.0 local e deve ser visto como o primeiro passo para fazer a transição de uma fase amadora para outra mais profissional.
Os sites genuinamente de Web 2.0, com raras exceções, são experiências isoladas de garotos com boas idéias, mas sem experiências administrativas e com estruturas ainda precárias.
O espírito de criar uma empresa na garagem, como tantas que surgiram no Vale do Silício, nos Estados Unidos, é o que move estes jovens empreendedores. E nunca foi tão fácil, de uma garagem, atingir o mundo.
O exemplo que todos perseguem é o Google. Dois jovens estudantes da Universidade de Stanford, Sergey Brin e Larry Page, criaram o maior buscador da Terra. E ficaram milionários.
No Brasil, os empreendedores da Web 2.0 não vão ficar milionários, nem os investidores de capital de risco torrarão dinheiro em projetos mirabolantes, como fizeram na época que ficou conhecida como a bolha da internet, durante o ano 2000.
Mas já está na hora a Web 2.0 brasileira buscar novas fontes de recursos, que não o AdSense, do Google. O aporte ao Via6 é um indício, mas não uma evidência, de que a cor do dinheiro chegou à Web 2.0.
Será que vamos viver uma nova bolha? Comente.




