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02 de Março de 2007

A Web 2.0 e o mito de fazer tudo nas coxas

O artigo fundador da Web 2.0, escrito por Tim O´Relly, coloca como uma das características dessa nova fase da internet o "eterno beta".

Beta, para quem não sabe, é um termo usado por profissionais de tecnologia para designar um produto que ainda não está pronto ou está em fase de testes pelos usuários.

Adriana Grinberg, que representou o diretor geral do Google Brasil, Alexandre Hohagen, em um debate sobre a Web 2.0, conseguiu ir mais longe.

"A gente tem o privilégio de fazer as coisas mais ou menos", disse, durante debate com Yahoo, Terra e iG, que encerrou evento sobre a Web 2.0 , ontem (01/02), em São Paulo.

"Eterno beta" versus "fazer mais ou menos": qual a diferença, além das sutilezas das palavras?

Da forma que foram colocadas, entende-se que tudo o que é desenvolvido pela Web 2.0 é um produto inacabado e ruim. Inacabado, sim, é verdade, pois está em processo de desenvolvimento permanente, mas não necessariamente ruim ou feito nas coxas.

A Web 2.0 acaba com o ciclo de desenvolvimento de software, que agora passa a ser entregue como um serviço, não um produto, como nos socorre, mais uma vez, o artigo de Tim O´Relly. E os usuários são co-desenvolvedores desses novos produtos.

Qual a sua opinião? Você acha que os serviços da Web 2.0 são mesmo feito nas coxas?

Publicado por Ralphe Manzoni Jr. às 13h32

Internet 2.0

Como tudo, acredito que a internet 2.0 tem seus dois lados também.
Se de um lado temos a simplicidade e eficiência do Del.icio.us
e do Flickr (nesse caso, temos também a beleza) como exemplos de
que a nova internet não é mal-feita; na contramão desses conceitos
estão - na minha opinião - o Yahoo Pipes e o alarmado MySpace.

Este último devia inaugurar um verbete na wikipédia sobre layout desastroso.

A Wikipédia aliás, é o melhor exemplo de que nem tudo é mal-acabado por aqui.

Diego
12-03-2007 17:17