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09 de Janeiro de 2007

O mosquito da dengue, Cicarelli, a China e a ira dos internautas brasileiros

O governo do Rio Grande do Sul resolveu embarcar na onda do polêmico vídeo de Daniella Cicarelli e seu namorado Renato Malzoni para combater a dengue.

É isso mesmo. Parodiando as imagens que mostram a apresentadora de TV e modelo em uma praia na Espanha, o governo faz sua campanha contra o mosquito da dengue. Curiosamente, é o no YouTube que o vídeo está hospedado.

Esse é mais um lance da liminar da Justiça brasileira, que pediu para que fosse bloqueado acesso ao vídeo no YouTube, para impedir os usuários brasileiros de ver o polêmico vídeo. Telefônica e Brasil Telecom já fazem o bloqueio.

Além de ineficaz, porque não vai impedir o acesso ao vídeo e nem ao YouTube (leia o post anterior), a medida está sendo considerada censura, o que faz o Brasil ser comparado com a China, que toma medidas semelhantes para impedir que os internautas acessem determinados conteúdos na internet.

Enquanto isso, os internautas brasileiros estão indignados. Um site de boicote a Daniella Cicarrelli já circula na web, pedindo para não assistir à MTV ou comprar produtos anunciados pela apresentadora e modelo.

Os leitores do IDG Now!, por meio do comentário de notícias, têm amplamente debatido a questão. Até agora, nenhum dos comentários é favorável à apresentadora.

Será que estamos vivendo uma bolha ética na internet? A Web 2.0, fenômeno no qual os internautas publicam seus próprios conteúdos, coloca novos paradigmas à ética e ao direito.

Não é o caso de defender a impunidade, pois em um Estado de direito e democrático, é preciso que as leis sejam cumpridas e respeitadas. Mas é preciso pensar como fazer para que os direitos individuais sejam preservados na era da internet e da Web 2.0.

Qual a sua opinião?

Publicado por Ralphe Manzoni Jr. às 10h48

Cicarelli e o direito à privacidade

A que ética o jornalista se refere na matéria "O mosquito da dengue, Cicarelli, a China e a ira dos internautas brasileiros"? Ninguém está violando nenhum código de ética ao protestar contra a retirada do YouTube do ar. Primeiro porque aquela moça exibiu-se em área pública na Espanha. Se eu aparecer pelado na Avenida Paulista e minhas imagens forem exibidas no Jornal Nacional, eu não tenho direito de impedir tal exibição. Não sei porque dona Cicarelli pode transar na praia e impedir na justiça que suas imagens sejam vistas. Segundo porque o site é apenas um veículo para que indivíduos distribuam seus próprios conteúdos. Considerar o YouTube responsável pelo vídeo é o mesmo que acusar a Telefônica de agressora moral se eu utilizar meu telefone doméstico para xingar o presidente da república em uma teleconferência com meus amigos.

Fabio
09-01-2007 11:25
·· Bolha ética Caro, Fábio, a bolha ética a que me refiro é sobre a responsabilidade das empresas que criam ferramentas para que os usuários publiquem seus próprios conteúdos e depois querem se eximir de responsabilidade sobre o que é publicado.

Se alguém visita sua casa e sofre um acidente, a responsabilidade civil não é sua? Creio que as empresas de internet precisam entender esse conceito e começar a praticar a responsabilidade quando um usuário está dentro da sua "casa".

Sobre protestos, me parece que foram eles que forçaram a nova decisão de desbloquear o YouTube.

Um abraço e obrigado pelo comentário.

Ralphe   Por: Fabio , em 09-01-2007 16:09

A Justiça é cega

Concordo com o comentário acima,

Isso só mostra como a justiça é cega com o que realmente é importante, e perde tempo julgando futilidades como essa.

Só queria tirar uma dúvida, eu poderia abrir um processo contra a Cicarelli por atentado ao pudor?

Rafael
09-01-2007 13:04
·· A Justiça é cega 2 Bem lembrado amigo.

Gostaria de saber se eu poderia entrar na justiça também.

Pois, eu não tenho nada haver com a dona Cicarelli dando a "xibanga" no meio do público e eu ficar sem acesso ao YouTube.

Sabendo que existem outros meios de divulgação muito mais competentes como os P2Ps, Torrents....

Isto aqui vai virar uma China!!!

Lembrando que um tempo atrás, andou rolando um vídeo de um garoto que transou com sua namorada e filmou tudo na casa de um amigo.

Não aconteceu nada com os "centros" divulgadores. Apenas o menor e o rapaz que aprontaram o vídeo pegaram algo (multa ou prisão).. não me lembro o que. Talvez não pegaram nada.. OPZ.. Brasil..

Isto se repete neste caso. Se alguém deve pagar por ter este vídeo na internet, não somos nós e sim o autor do "filme"! Faltou ética aí!!! Vcs não concordam?

Ele não seria um jornalista, cinegrafista....???

Será que ele era um mero espectador que estava passando com sua câmera digital, filmou tudo e depois em sua casa, no seu PC editou as imagens??   Por: Rafael , em 10-01-2007 08:12

·· que país é esse a cica pode ser processada é? ela cometeu algum crime só porque fez sexo com o namorado em aréa pública? segundo comentários ela vai fazer de novo! é mais uma pra nossa "justiça". "justiça" essa que não está nem aí para criminosos riquinhos e para criminosos "travestidos de políticos". fico com o compositor da música QUE PAÍS É ESSE...?   Por: Rafael , em 10-01-2007 08:27

Eles, os Desembargadores.

Não sou estudante, tão pouco formado em Direito, apenas leio algumas passagens de livros na área. Não dá para deixar de notar como os autores buscam rebuscar os textos visando atingir o limite da compreensão( ou seria exibicionismo mesmo, não sei). O que me causa espécie é um desembargador pode ser mal interpretado. Um desembargador não pode ser dúbio em suas decisões. Como assim mal interpretado?!?!. Logo um desembargador, mestre da língua, um profundo conhecedor de palavras e termos...Ainda bem que ele não mandou ningúem para cadeia ou algo parecido ( imagina se um desembargador pode ser mal interpretado em países que adotem a pena de morte). Levo o pato ou deixo o pato ? Diria o ladrão...
Obrigado

Luiz
10-01-2007 10:50