Telefônica, Twitter e Marcelo Tas reacendem polêmica do post pago
Uma polêmica sobre o Twitter nasceu semana, quando o Wall Street Journal publicou uma notícia sobre a nova campanha publicitária da Telefônica no Brasil. Para a campanha, a operadora pagou o jornalista Marcelo Tas para postar no Twitter cerca de 20 updates por mês que fizessem referência ao novo serviço de banda ultra larga da operadora, o Xtreme.
A notícia repercutiu no mundo inteiro em blogs, jornais, sites e, claro, no próprio Twitter. "Ressuscitou a velha e requentada polêmica dos posts pagos", afirmou Marcelo Tripoli, diretor da iThink, a agência contratada pela Telefônica para realizar a campanha.
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Tripoli explica que a campanha não nasceu buscando uma solução no Twitter. Primeiro, eles escolheram o Marcelo Tas, devido à popularidade que o jornalista, blogueiro e apresentador de televisão possui, tanto na mídia tradicional quando na online.
"O meio (Twitter) foi uma consequência. O Xtreme é um produto de nicho. Um usuário que usa a internet só para Orkut e MSN não precisa de uma conexão de 30 Mbps. Precisávamos achar na internet um espaço para dar dicas de conteúdos que exigissem maior velocidade de conexão, como sites mais pesados, links de vídeos. Em vez de criarmos um site tradicional para dar essas dicas, pensamos em aproveitar, já que o Tas já é bem seguido no Twitter e essa é uma ótima ferramenta para publicação de links. Foi uma decisão natural unir as duas coisas", explica Tripoli.
Por aqui, os twitteiros se dividiram entre os que brincaram com a ideia de também alugarem seus tweets e os que iniciaram uma campanha incentivando usuários a deixarem de seguir o perfil de @marcelotas, entre outras reclamações.
Como resposta, Tas enviou uma mensagem dizendo que seu perfil não era pago para falar bem nem da Telefonica nem de ninguém, mas para os "ejaculadores precoces" que quisessem deixar de segui-lo, "suerte e byebye".
Em seu blog, no fim da tarde, o jornalista explicou que o contrato com a Telefônica inclui um pequeno banner em seu perfil no Twitter e dicas de vídeos apropriados para quem tem banda ultra larga em casa ou no escritório. Tas acrescentou que, para deixar transparente para o internauta este conteúdo editorial diferenciado, tais posts serão indicados com a tag #xtreme.
Tripoli afirma que já esperava que a polêmica iria acontecer e que nada vai mudar na campanha. "Um dos motivos da repercussão é que a notícia saiu no WSJ antes que Tas começasse a campanha. Então as pessoas não sabiam como seria e começaram a criar especulações", diz ele completando que, depois do post no blog do Tas, é como se o assunto tivesse morrido, no mesmo dia em que nasceu.
O executivo acredita que a discussão é "nonsense" e, quem conhece Marcelo Tas jamais afirmaria que o jornalista iria vender sua credibilidade ao anunciar um produto com o qual não concordava. "Ele foi convencido de que o produto é interessante e que as dicas iriam agregar valor aos seus seguidores".
Tripoli completa dizendo que o foco da polêmica devia ser a mudança de paradigma criado pela Telefônica ao usar uma ferramenta na qual as empresas ainda estão "patinando" para descobrir como participar.


