Acusado de vazar documentos para o Wikileaks pode pegar prisão perpétua
Começa nesta quinta (23) o julgamento em corte marcial de Bradley Manning, acusado de entregar ao Wikileaks cerca de 700 mil documentos confidenciais das guerras no Afeganistão e no Iraque.
Manning, analista do Exército, está preso desde 2010, e será julgado por 22 acusações pelo Pentágono. A mais severa é "colaborar com o inimigo" – a pena pode ser a morte. No entanto, o mais provável é que o promotor militar peça a prisão perpétua, sem qualquer chance de condicional.
O exército americano diz que Manning teve contato direto com o fundador do Wikileaks, Julian Assange. Foi o maior vazamento de dados secretos da história do país.
Por causa da polêmica do vazamento, uma série de serviços financeiros, como Visa e Mastercard, bloquearam as doações ao site, desencadeando uma reação global de ciberativistas.


