Grupos pedem que EUA barrem nova política de privacidade da Google
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A Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos deveria interromper os planos da Google de unificar a política de privacidade de seus produtos. Além disso, teria de multá-la por desrespeitar acordo firmado com ela em outubro, defende o Centro pela Democracia Digital, em documento divulgado nesta quarta-feira (22/02).
Para ele, a gigante das buscas está promovendo tais mudanças para aumentar o monitoramento sobre os usuários e melhorar a eficiência dos anúncios publicitários exibidos, e não para tornar os termos de contrato mais convenientes, como alega.
“A verdadeira intenção da Google é de expandir a coleta de informações de todos seus serviços , a fim de competir com o Facebook na atração de clientes comerciais”, afirmou Jeffrey Chester, diretor-executivo do Centro, “Eles falharam ao não contar a verdade para os consumidores”.
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Chester acredita que o FTC deveria obrigar a companhia de Mountain View a informar os usuários, de forma “exata e honesta”, do porquê das mudanças.
Outra questão é que, embora não tenha finalizado a consolidação das políticas de privacidade, ao fazê-lo estará desrespeitando contrato assinado com a Comissão por conta do Buzz – espécie de rede social lançada em 2010 – e que prevê, entre outras ações, multa de 16 mil dólares por violação.
A Google, porém, insiste que as alterações chegam para ajudar os internautas. Ela afirma que os termos “ficarão mais fáceis de serem compreendidos e refletem o desejo de oferecer uma experiência transparente para os consumidores”. Para a empresa, “uma das mais extensivas campanhas de notificação da história da Google está sendo providenciada e as pessoas ainda terão o poder para escolher como utilizar os serviços”. Por fim, alertou: “Estamos preparados para discutir nossa abordagem com os órgãos reguladores de todo o mundo”.


