Co-fundador do Megaupload ganha liberdade condicional

Da Redação
15/02/2012 - 13h21 - Atualizada em 15/03/2012 - 12h10
Mathias Ortmann é o terceiro membro da equipe a conseguir liberdade vigiada, mas continua proibido de acessar Internet.

Um dos co-fundadores do serviço de compartilhamento de arquivos Megaupload, Mathias Ortmann, obteve nesta quarta-feira (15) o direito à liberdade condicional, de acordo com informações da agência EFE. Com isso, o executivo é o terceiro membro da equipe de fundadores a conseguir liberdade vigiada, entre quatro que foram presos no país. 

Entretanto, a regalia, concedida por um tribunal na Nova Zelândia, é cercada de sanções impostas pelo juiz: conforme informou a “Radio New Zealand”, estação  local, Ortmann recebeu uma lista com 17 condições para que a condicional seja mantida, entre eles está a proibição de acessar a internet. 

Ortmann e outros três executivos foram presos preventivamente no dia 20/1, um dia depois que o site foi tirado do ar pelo governo americano. A EFE afirmou também que Kim Schmitz, fundador do serviço, deve permanecer preso até 22/02, quando deve começar seu processo de extradição para os EUA, onde poderá ser julgado por violações de propriedade intelectual e crimes de lavagem de dinheiro e envolvimento com o crime organizado. 

O site Megaupload foi retirado do ar em janeiro deste ano por autoridades norte-americanas sob a acusação de fazer parte de "uma organização ilegal responsável por uma enorme rede de pirataria virtual mundial". De acordo com as autoridades, o site causou prejuízos de 500 milhões de dólares pela violação de direitos autorais de conteúdos compartilhados pelos internautas.

Em reação ao fechamento do Megaupload, o grupo de hackers Anonymous realizou ciberataques que bloquearam temporariamente o site do Departamento de Justiça dos EUA e da produtora Universal Music, entre outros.

O Megaupload tinha mais de 150 milhões usuários registrados, 50 milhões de visitantes por dia e responde por 4% de todo tráfego da internet.