Banda larga de 300 Mbps por R$ 70? Só em Hong Kong
Se você pensa que sua conexão de banda larga é rápida, ou sonha em ter uma, deveria passar uma semana no Extremo Oriente.
De acordo com uma pesquisa informal de conexões em banda larga realizada por publicações IDG em todo o mundo, os países do Leste Asiático apresentam algumas das conexões mais rápidas anunciadas, com quatro países apresentando pelo menos uma operadora alegando velocidade média de download de 100 Mbps ou superior.
O líder do bloco é Hong Kong, com velocidades anunciadas de download na casa de 300 Mbps e de 300 Mbps no upload. Outros países da Ásia Oriental na faixa de 100 Mbps incluem Taiwan, Coréia do Sul e Japão, todos com pelo menos uma empresa. Outros países que têm ofertas comerciais de 100 Mbps são Polônia, Alemanha e Canadá.
O que é ainda mais impressionante do que algumas das velocidades anunciadas nesses países é o preço dos serviços. O de 300 Mbps em Hong Kong, por exemplo, custa apenas US$ 40 por mês e inclui serviço de televisão. Em Taiwan, 100 Mbps custa US$ 24 por mês, enquanto na Coréia do Sul, US$ 31. Nos Estados Unidos, pelo contrário, 25 Mbps saem por cerca de US$ 75 por mês e não incluem TV. No Brasil, um dos planos mais velozes, o da GVT 50 Mbps, sai por 300 reais (US$ 174) - isso em um plano com TV Digital.
Em termos de custo/benefício, Hong Kong ficou em primeiro lugar na pesquisa informal no custo por megabit (calculado dividindo o custo pelas taxas combinadas de download e upload). Hong Kong cobra apenas seis centavos de dólar por megabit, seguidos por Coréia do Sul (16 centavos por Mb), Taiwan (22 centavos por Mb) e Bulgária (27 centavos por Mb). Nos EUA, o custo do serviço top é de US$ 1,50 por megabit. No Brasil, mais que o dobro.
Embora a pesquisa do IDG seja informal e não científica, ela se alinha com os resultados anteriores de outros estudos sobre velocidades de banda larga. Os últimos dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), por exemplo, mostram o Japão e a Coréia do Sul perto do topo em termos de velocidades médias de banda larga anunciados, enquanto países como Suécia, Portugal e França também se saem bem. Já o Brasil figura nas últimas posições, por ter poucas ofertas de alta velocidade, a preços altos.


