Programa Um Computador por Aluno chega a menos de 2% dos estudantes

Da Redação
30 de janeiro - 14h00 - Atualizada em 15 de março - 14h10
Governo quer tablet nas escolas, mas programa anterior com notebooks não decolou; iniciado em 2005, primeiras máquinas só chegaram em 2009.

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O governo brasileiro quer equipar as escolas com os tablets, os computadores sensíveis ao toque e que são o novo objeto do desejo dos usuários de tecnologia. Mas, se a nova experiência seguir os passos do programa Um Computador por Aluno

(UCA), não deve decolar.

Segundo informações da Agência Brasil, o Ministério da Educação vai lançar este ano um edital para que as redes de ensino possam adquirir o equipamento a custo mais baixo, como fez com os laptops do programa Um Computador por Aluno.


Vale lembrar que, considerando o total de matrículas na rede pública nos ensinos fundamental e médio, o número de estudantes com um computador em mãos na sala de aula representa menos de 2% dos alunos, segundo dados da Agência Brasil. O projeto UCA começou a ser pensado em 2005, mas as primeiras máquinas só chegaram aos estudantes em 2009.

O governo ainda não decidiu se irá comprar parte dos tablets com recursos próprios e distribuir para as redes de ensino consideradas prioritárias pelo baixo desempenho nas avaliações, como ocorreu com o UCA. Mas o edital para que as prefeituras e os governos estaduais possam comprar os equipamentos, se tiverem interesse, já está sendo produzido.

Segundo o Ministério da Educação, os tablets não virão para substituir os notebooks, mas para complementar as tecnologias existentes nas escolas. Atualmente, cerca de 500 escolas do País contam com os laptops educacionais do UCA. O MEC calcula que 574 mil equipamentos foram adquiridos por meio do pregão do UCA.

Às vésperas da chegada de uma nova tecnologia nas salas de aula brasileiras, ainda não há uma avaliação oficial dos resultados alcançados pelo programa UCA em termos de melhoria da qualidade do aprendizado.