Fundador do MegaUpload tem liberdade negada na Nova Zelândia

Daniel Ionescu, PC World/EUA
26 de janeiro - 08h30
Kim Dotcom está preso desde a última sexta-feira (25/1), aguardando extradição para os EUA. Juiz negou pedido por considerar alta a chance de fuga.

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O fundador do MegaUpload, Kim Dotcom, continuará preso na Nova Zelândia. Nesta quarta-feira (25/1) ele teve seu pedido de liberdade negado, pois segundo o juiz David McNaughton há o risco do réu fugir para a Alemanha, país onde nasceu e que não tem acordo de extradição com os Estados Unidos. 

Dessa forma, o Dotcom ficará detido por pelo menos mais quatro semanas até que sua extradição para os Estados Unidos, onde é acusado de lavagem de dinheiro e desrespeito aos direitos autorais, seja avaliada.

O advogado de defesa do milionário, Paul Davison, já avisou que recorrerá da decisão. Ele alega que não há a menor possibilidade de fuga, pois os bens de seu cliente foram apreendidos e sua conta bancária, bloqueada. Afirma também que a mídia e o governo dos Estados Unidos têm “deturpado” as reais atividades do executivo.

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Dotcom, cujo nome de nascença é Kim Schmitz, foi detido na última sexta-feira (20/1), acusado de coordenar o maior esquema de infração à propriedade intelectual da história dos Estados Unidos. De acordo com o documento de 72 páginas elaborado pelo governo americano, o MegaUpload causou prejuízo de 500 milhões de dólares à indústria do entretenimento, ao mesmo tempo que arrecadou 175 milhões com a venda de assinaturas premium.

A polícia invadiu a mansão avaliada em 30 milhões de dólares do acusado, onde, segundo a rede Bloomberg, ele guardava 18 carros de luxo, incluindo uma Maserati conversível e um Phantom Drophead, da marca Rolls-Royce. Quanto a seus rendimentos, há divergências: o juiz falou em 21 milhões de dólares em 23 contas registradas em Honk Kong, mas o FBI defende que ele ganhou 42 milhões só em 2010.